Tim Bernardes dividiu o palco com Gal Costa no Coala Festival, em São Paulo, último show da cantora antes de morrer
O artista Tim Bernardes (31) usou suas redes sociais nesta quarta-feira, 9, para lamentar a repentina morte da cantora Gal Costa. O integrante da banda O Terno, que também segue carreira solo, dividiu o palco com ela em seu último show.
No dia 18 de setembro, Gal Costa subia pela última vez nos palcos para encantar o público com suas músicas, ao lado de Tim e Rubel (31), durante o Coala Festival, que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Em uma publicação em seu perfil oficial no Instagram, Tim Bernardes decidiu abrir seu coração sobre a falta que Gal irá fazer na vida de todos. A postagem conta com uma foto em que a cantora aparece tocando uma guitarra.
"Inacreditável :( estava justamente com o Rubel essa manhã quando ficamos sabendo dessa notícia tão triste. É muito chocante porque, um pouco mais de um mês atrás, estávamos nós dois e Gal no palco do Coala cantando juntos. Ela estava radiante, emocionante, rocknroll, uma coisa impressionante", começou o músico.
"Uma notícia assim deixa a gente incrédulo... muito antes de sonhar em conhecer minha ídala, foram os primeiros discos dela, o jeito de cantar, a energia atômica (que estava ali bombando desses primeiros discos até esse último show), a musicalidade e voz dela que chacoalharam completamente minha cabeça adolescente", continuou.
"Mesmo sem conhecer ela, ela já era uma das professoras mais importantes da minha vida. Ouvindo a Gal eu aprendi coisas que um milhão de aulas não teriam como me ensinar. A naturalidade de quem vai do mais delicado e cristalino até o roquenrou mais explosivo. Isso pra mim já basta pra ser eternamente grato à essa artista rara e inacreditável."
"Poder ter conhecido ela, ela gravar Realmente Lindo, cantar Baby(!!) com ela e finalmente tocar juntos ao vivo é ainda uma coisa que extrapola já toda essa gratidão infinita que eu tenho por ela. No fim do show ela veio falar empolgada que tinha adorado e que a gente devia gravar alguma coisa comigo tocando guitarra. A empolgação dela, aos 77, com tocar e cantar foi mais uma aula recente que eu tive ali, uma força vital muito impressionante. Quem assistiu àquele show via claramente o prazer de fazer música que ela transparecia, eu sinceramente me sentia numa jam rockeira como não me sentia há muitos anos. A Gal é MUITO fo**", finalizou.
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A intérprete de ‘Meu Nome é Gal’, na verdade, se chamava Maria das Graças Penna Burgos. “Porque quando eu viajava ficava Burges Maria, e quem é Burges Maria?", brincou a cantora, sobre a mudança de nome. E de acordo com o site Memórias da Ditadura, o cantor Caetano Veloso foi contra a mudança do nome da artista, pois segundo ele, o apelido é a abreviatura de "General", o que deixava subentendido que "Gal Costa" fosse na época homônimo do presidente General “Costa e Silva".