O piloto Fernando de Borthole, que conta com mais de 20 anos de experiência, falou sobre o funcionamento das caixas-pretas do avião
Publicado em 13/08/2024, às 13h01
Nesta terça-feira, 13, o piloto Fernando de Borthole, que conta com mais de 20 anos de experiência, participou do programa Encontro, comandado por Patrícia Poeta na Globo para falar sobre o funcionamento das caixas-pretas de aeronaves. O assunto veio à tona após o acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, na última sexta-feira, 9.
Ele explicou que, apesar do nome, as caixas são laranja para facilitar a localização em caso de acidentes. Além disso, o objeto emite um sinal se entrar em contato com a água. Segundo ele, existem duas caixas nas aeronaves: uma grava as vozes da cabine, e a outra tem o objetivo de armazenar os dados do voo
"Tudo o que acontece na cabine de comando do avião é registrado. Há um microfone na cabine que capta todo o áudio, incluindo quem entrar e conversar com os pilotos, a conversa entre os pilotos, e qualquer alarme que soar no painel, por qualquer motivo. A conversa com o controle de tráfego aéreo também é registrada na caixa que grava a voz", detalhou.
"E todos os parâmetros de voo são monitorados por diversos sensores espalhados por várias partes do avião, medindo a potência do motor, alguns sistemas, a posição das superfícies de comando, entre outros. Tudo isso é registrado nos últimos 30 minutos de voo e vai para a caixa-preta que grava os dados", completou.
Em seguida, ele explicou que as caixas são fabricadas com materiais super resistentes para evitar a destruição, por isso incluem titânio e aço em sua composição. Dentro delas, ficam chips de memória que armazenam todas as informações. Em caso de acidente, o objeto é enviado para um laboratório para a recuperação dos dados gravados.
Fernando destacou ainda que a caixa-preta não é a única forma de descobrir as causas de um acidente aéreo, mas que possuem grande importância.
Ver esta publicação no Instagram