O lançamento da série Senna reacendeu o interesse pela história de Ayrton Senna e despertou a curiosidade do público sobre seus pais na vida real
Publicado em 06/12/2024, às 08h58
O lançamento da produção Senna, da Netflix, reacendeu o interesse pela história do piloto Ayrton Senna (1960-1994) . Além de destacar os feitos que o fizeram entrar para os livros de História do Brasil, a série explora sua vida pessoal, despertando a curiosidade do público sobre o que aconteceu com seus pais na vida real.
Milton da Silva e Neyde Joanna Senna da Silva acompanharam o filho desde os primeiros passos no kart até a consagrada carreira como piloto da Fórmula 1. Após a morte do filho, o casal optou por uma vida discreta. O pai dele faleceu de causas naturais em 2021, aos 94 anos, em São Paulo. Conhecido como Miltão, ele dividia a atenção entre a carreira do ídolo brasileiro e a empresa metalúrgica que fundou.
Já a mãe dele, Neyde Joanna Senna da Silva, está viva, mas não há relatos recentes sobre seu estado de saúde. Em um vídeo compartilhado no YouTube em 2023, ela pediu um busto em homenagem ao filho para a neta. "Eu queria uma escultura que eu olhasse e visse ele, o rosto dele", disse a matriarca na gravação ao lado da neta. Com isso, a artista Lalalli produziu a primeira versão em tamanho real. Em seguida, fez uma escultura de 3,5 metros, exposta no Autódromo de Interlagos.
Em 2019, 25 anos após a morte do piloto, ela narrou um vídeo emocionante. "Ele não parava. Estava sempre mexendo em alguma coisa ou fazendo alguma coisa. Quando eu saía com ele, tinha que segurar as duas mãos dele, senão ele derrubava tudo. Ele era meigo, era dócil. Ele lembrava de detalhes para gente. Ele pegava uma flor e me trazia, sem ninguém falar nada para ele. Ele era assim, meigo, muito meigo com as pessoas. Ele não nasceu sabendo. Tudo o que ele fez, ele fez com o mérito dele, de fazer, de ir atrás", disse ela em parte da homenagem.
Em 2004, em entrevista ao Globo Repórter, da TV Globo, Neyde contou que se dedicou a um memorial sobre o filho e disse que sua missão era manter vivo o legado da vida e da carreira do piloto. Segundo ela, o trabalho a ajudou a retomar o sentido na vida junto às ações do Instituto Senna para ajudar crianças. "Eu que fazer isso [catalogar o acervo] e tem que ser bem feito. Às vezes, eu quero correr para alguma coisa e eu falo não, eu acho que ele não iria gostar, vou fazer direitinho", desabafou.
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