Sheila Mello se pronunciou após um processo por erro médico vir à tona. A dançarina lamentou o fato de as informações terem vazado
Na última terça-feira, 6, foi divulgado que Sheilla Mello está enfretando uma batalha judicial após realizar um procedimento estético que deu errado. De acordo com o colunista Daniel Nascimento, de O Dia, Sheilla fez uma aplicação de hidrogel nos glúteos em 2014.
Em 2019, ela teve uma reação ao produto e precisou ser internada para drenar a substância. No ano seguinte, a famosa retornou ao hospital duas vezes também em decorrência de reações ao produto. Segundo a publicação, Sheilla descobriu que foi aplicado mais hidrogel do que o recomendado. Ela foi aconselhada a esperar três anos para o corpo absorver o produto, o que não aconteceu.
Nesta quarta-feira, 7, Sheilla Mello se pronunciou, por meio de seu advogado, para a coluna de Fábia Oliveira, de O Dia. "Lamentável que informações confidenciais de um processo sob segredo de justiça foram vazadas na imprensa, expondo uma pessoa em uma situação delicada. O conteúdo do processo, que deveria ser estritamente confidencial, envolve questões sensíveis e particulares. Tomaremos todas as medidas legais cabíveis para mitigar os danos causados por esta grave violação de confidencialidade. Neste momento, não forneceremos mais informações ou comentaremos sobre o assunto", afirmou o representante Nelson Wilians.
Sheila Mello teve sérias complicações após um erro médico com aplicação de hidrogel no bumbum em 2014. A dançarina do grupo É o Tchan entrou na Justiça em 2021 e pede ao médico responsável pelo procedimento uma indenização de quase R$ 2 milhões por danos morais.
Em processo que corre em segredo de Justiça, ela alega que teve perda temporária de sua capacidade de trabalho e precisou gastar com custos médicos após internação em 2019. A ex-Fazenda teve um grave quadro de infecção devido ao injetável não absorvido.
Em entrevista à CARAS Brasil, o cirurgião plástico Josué Montedonio alerta para o perigo de usar o hidrogel em pacientes. De acordo com o especialista, o injetável não absorvido é tão nocivo à saúde que ele não indica. "O risco não vale o benefício", dispara.
"São injetáveis não absorvíveis, são biopolímeros. Na verdade eu não indico nenhum deles, porque o risco não vale o benefício. Pelo fato de ele não ser absorvido, ele pode provocar uma reação inflamatória maior ou menor grau, com o passar do tempo, de forma irreversível, e para fazer a retirada desses biopolímeros, às vezes fica com uma cicatriz, praticamente uma sequela", alerta.