A apresentadora Adriane Galisteu aproveitou um tempo livre para abrir uma caixinha de perguntas em seu perfil nas redes sociais nesta quinta-feira, 21. Durante a interação, um internauta quis saber sobre seu diagnóstico de otosclerose, uma doença autoimune.
“Olá! Tenho otoesclerose também e estou arrasada. Você está usando aparelho? Estou relutante”, falou a pessoa. “Não fica arrasada, porque não tem muito jeito. Um dia você pode fazer uma cirurgia, mas tem que ter uma perda auditiva importante. Eu tenho oto de um ouvido só. É chato, fiquei triste também, mas a gente se acostuma”, respondeu a apresentadora.
“A gente se acostuma com tudo, é impressionante. Não tem tratamento. Tem casos em que o aparelho amplifica e ajuda. No meu caso, eu uso ponto no trabalho no ouvido que tenho oto. E às vezes o ponto é tão alto que a pessoa que está do meu lado consegue ouvir o que o diretor está falando comigo. Mas beleza, eu prefiro assim. Não fica arrasada, porque você vai conseguir administrar. Vai procurar um médico e ver se seu caso é cirúrgico ou não”, finalizou.
O que é otosclerose?
Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Guilherme Scheibel, médico especialista em otorrinolaringologia explicou o quadro da famosa. E reforçou que é importante o acompanhamento com um especialista, pois a perda de audição na otosclerose acontece de forma progressiva, ou seja, tende a ir avançando lentamente com o tempo.
“Quando o diagnóstico é tardio, pode atingir níveis moderados ou severos, como no caso citado. Essa perda acontece porque a rigidez no ouvido médio impede a vibração adequada dos ossículos e, em alguns casos, a doença pode evoluir para o ouvido interno, afetando também a audição neurossensorial”, pontuou. O Dr. Guilherme Scheibel explicou a relação da doença com a idade.
“É comum que os sintomas apareçam entre os 20 e 50 anos, mas o diagnóstico pode ser feito tardiamente, justamente por ser uma condição de evolução lenta e silenciosa. Muitas pessoas só percebem a perda auditiva quando ela já está avançada, ou associam a dificuldade auditiva ao envelhecimento natural, o que pode atrasar a investigação. Por isso, é importante reforçar: qualquer dificuldade auditiva progressiva merece avaliação com otorrinolaringologista, independentemente da idade”, detalhou.
Adriane Galisteu escondeu diagnóstico
Em recente entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a apresentadora contou que, quando recebeu o diagnóstico, teve medo da doença afetar o seu trabalho: “Isso me apavorou porque a otosclerose é uma doença que não escolhe, ela atinge os dois ouvidos. No meu caso, eu perdi um e o outro ficou intacta. Isso é uma coisa rara de acontecer. Eu preciso disso para trabalhar. Quando eu me vi perdendo a audição, eu me vi perdendo o equilíbrio também. E eu falei: como eu vou lidar com o ponto? [equipamento da televisão para se comunicar com o diretor do programa]”.
Adriane Galisteu revelou também que chegou a esconder o diagnóstico de otosclerose, inclusive do marido, Alexandre Iódice, por se sentir envergonhada com a condição, que a fazia perceber sinais do envelhecimento. Segundo a apresentadora, ela também tinha receio de como lidar com a doença.
“Quando eu recebo esse diagnóstico, eu escondo do meu marido, eu escondo de todo mundo. Eu fico com vergonha, como eu vou dizer que estou surda? [Eu pensava]: ‘Estou velha, muito velha’. Olha que ignorância. Venho junto com menopausa, surdez, vou ficar agora usando óculos, começou a vir um monte de coisa na cabeça e eu fiquei envergonhada de falar disso”, falou.
E citou a importancia de abordar o tema.“Quando eu resolvo contar, eu percebo que tem muitas mulheres também com essa história para contar […] Para você ter uma ideia da importância de falar do assunto, eu estava fazendo meu check-in, a moça falou: ‘Eu vi que você tem otosclerose, eu quero te dizer que operei e estou ótima, não tenha medo de operar’. É tão legal poder colocar assuntos importantes em pauta”, finalizou.
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