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Valéria Almeida detalha relação com o enteado: ‘Conexão foi se transformando’

Em entrevista à Revista CARAS, Valéria Almeida ainda conta perrengue chique que passou em Fernando de Noronha ao lado do marido e enteado

Foto: Carol Sábio
A apresentadora Valéria Almeida | Foto: Carol Sábio

Ao fazer um balanço de sua história, Valéria Almeida (42) se orgulha na mesma medida das dores e alegrias que cruzaram seu caminho. “Minha trajetória, com certeza, foi fundamental para me fortalecer e enriquecer meu olhar, para ocupar os lugares que ocupo, falar das coisas que falo e valorizar tudo que encontro no caminho, da forma como precisa ser valorizado“, diz a apresentadora do Paulistar, da Globo.

Essa é uma fase de realização, maturidade, gratidão e movimento. Movimento, porque digo que colher os frutos também dá trabalho. O que é ótimo! Mas exige foco e dedicação para colher e seguir plantando novas sementes! E sigo nesse ciclo com os pés no chão, o coração aberto e muita vontade de continuar contando histórias que importam“, completa ela, que ainda faz atuações no Encontro e participará da cobertura do carnaval de São Paulo.

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Diante das conquistas profissionais —e de tantos movimentos—, Valéria também encontra tempo para desacelerar. Em meio ao mar cristalino de Fernando de Noronha, ela se desligou do ritmo vibrante das telinhas e deixou o tempo e o amor respirarem mais devagar ao lado do eleito, Peterson Gomes (48), e do enteado, Lucas (19). “Aproveitar esses momentos com a minha família, sem pressa, em contato com toda essa natureza, trouxe uma paz que me fez muito bem“, fala ela, já planejando voltar ao arquipélago.


Ainda estamos no começo do ano! O que espera de 2026?
Sem dúvida será mais um ano incrível, de muito trabalho e de colheita profissional, do que venho plantando há tantos anos de carreira. Meu 2026 já começou intenso! De início, já foram duas semanas apresentando o Encontro, ao lado da Talitha Morete e, logo na sequência, fui convidada para fazer a cobertura, dentro da Casa de Vidro do BBB, em São Caetano do Sul, em SP. Os participantes disseram que eu chegava para colocar fogo no parquinho! [risos]. Agora, eu já estou empenhada nos preparativos para apresentar a transmissão do carnaval pela Globo, pelo segundo ano. Depois já emendo nas gravações do Paulistar para 2026. Quero seguir contando boas histórias, me desafiando profissionalmente e ocupando espaços que dialoguem com as pessoas sempre de forma verdadeira.

O Paulistar foi um presente!
O Paulistar reforça minha visão sobre amor, orgulho e pertencimento! É sempre muito especial ouvir os entrevistados falando sobre seus bairros ou suas cidades com os olhos cheios de brilho. Muitos se emocionam ao falar sobre suas conquistas nesses lugares e isso reforça para mim a potência das relações humanas e como cada território carrega memórias, sonhos e resistências! Volto para casa grata pelas vidas que cruzam meu caminho. O melhor é que o público tem sentido e vivido isso comigo!

Seu olhar para a capital paulista mudou de alguma forma?
Sempre olhei para a cidade entendendo que ela é uma grande potência, porque é formada por essa diversidade cultural, que se funde e dá essa personalidade única! Isso fez com que eu arrumasse minhas malas e viesse de Santos plantar e cultivar meus sonhos aqui. E quanto mais eu ando, quanto mais pessoas conheço, mais eu tenho a certeza de que coloquei meu coração no lugar certo!

E ainda tem o Encontro, carnaval… de onde tira fôlego?
Vem do propósito. Quando acredito no que faço, o cansaço existe, claro, mas a motivação fala mais alto. E confesso que pausas como Noronha ajudam bastante a puxar o fôlego!

E por falar Noronha, como foi a viagem?
Foi especial demais! Para além da beleza natural visível, é muito bonito perceber a harmonia que existe. Muitas espécies vivem na região ou vão para lá para se reproduzir, por isso, essa relação faz parte do cotidiano de quem vive na ilha, e a gente percebe o respeito deles pelo meio ambiente.

Teve ‘perrengue chique’?
A viagem foi tão maravilhosa, que até o perrengue nos divertiu! Eu estava curtindo um pôr do sol quando resolvi fotografar o marido e filho com os pés na água. O problema é que fiquei tão focada na fotografia, que fui andando para dentro do mar sem me dar conta que vinha uma onda. Ela me deu uma rasteira, sem que eu tivesse qualquer chance de ficar de pé. Fui para o fundo da água, com celular e tudo. Quando consegui me nortear, só levantei a mão para salvar o telefone. Depois que fiquei de pé, a risada foi garantida! A minha, a da família e de quem estava por perto!

Você e Lucas são próximos. Como é a relação?
Foi amor à primeira vista, daqueles que a gente sente sem precisar entender muito. Desde que entrei na vida dele, com 2 anos e meio, essa conexão foi se transformando em vínculo. Hoje, com 19 anos, ele é um dos meus melhores amigos. A gente conversa muito sobre tudo e essas conversas sempre me transformam. Aprendo com a sensibilidade, a inteligência e a visão crítica que ele tem da vida. Ele me faz rir, me emociona e me enche de orgulho.

De certa forma, exerce a maternidade ao lado dele?
Exerço uma maternidade que é feita de escolha, presença e responsabilidade afetiva. Desde o início, entendi que meu lugar não era de substituição e sim de somar. Eu sempre me coloquei como a ‘mãe a mais’, que cuida e que caminha junto. Gosto da tradução para o inglês step mother, porque acho que resume bem isso. Essa forma de maternar me ensinou sobre limites, respeito e escuta. Essa maternidade me fez olhar para a família de forma mais ampla e generosa. Aprendi que amor não precisa de rótulos para ser legítimo.

Você é uma pessoa que transmite alegria e amor! Esse estado de espírito sempre esteve com você?
É uma construção diária, que acho que faz parte da minha essência. Sempre fui do tipo que meu mundo está desabando e chego rindo nos lugares. Às vezes, as pessoas me agradecem, dizendo que se sentiram inspiradas ou fortalecidas por algo que falei, mas nem tinha me dado conta do valor das minhas palavras. Então, sim, sempre tive esse estado de espírito.

Orgulha-se de sua história?
Muito! Por ter sido uma menina corajosa, uma criança que, mesmo diante da dor, manteve o foco, acreditando que valeria a pena. Escolhi fazer as coisas certas e seguir um caminho que foi sonhado, honrando a vida que minha mãe me deu, para que ela pudesse se orgulhar de onde estivesse. Para poder também honrar meu pai e meus avós, que não tiveram acesso à educação.

São muitos capítulos, lutas e conquistas… o melhor está por vir?
Penso que o melhor é o que estou vivendo. Não acredito que uma conquista é um ponto final e sim mais um capítulo. Estou vivendo o melhor da minha vida e da minha história e espero que daqui a alguns anos, tenha outras grandes histórias e outros grandes motivos para celebrar. Que eu tenha uma vida longa e com muitas razões para ser feliz!

 

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Tamara Gaspar é subeditora da revista CARAS e CONTIGO! Novelas. Formada em Jornalismo e Letras, possui extensão em Teoria da Comunicação e é especialista em monarquia. Escreve sobre celebridades, realeza, TV e novelas.