Com fortuna estimada entre R$ 10 e R$ 20 milhões, modelo já abriu o jogo sobre autoestima
Ex-BBB relembrou cobranças sobre o corpo, ansiedade e episódios de compulsão alimentar

Dona de uma fortuna estimada entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões, a modelo e influenciadora Yasmin Brunet (37) já falou abertamente sobre as inseguranças que enfrenta em relação à própria imagem.
Em entrevista à revista CARAS, a ex-participante do BBB 24 relembrou os gatilhos emocionais vividos durante o confinamento, especialmente após comentários envolvendo seu corpo e aparência. Yasmin também refletiu sobre autoestima, pressão estética e o impacto que as críticas tiveram em sua saúde emocional dentro e fora do reality.

Relação conturbada com o corpo
“Padrão de corpo é uma coisa extremamente patética. Cada ser humano é único e existe beleza em todos os corpos. Só por estar dentro de um padrão imposto não quer dizer que você se sente bem com isso. Existe muita distorção de imagem. Eu sempre tive questões com meu corpo, desde os 12 anos de idade”, revelou a famosa.
“Me lembro de manter um diário que escrevia tudo que eu comia, quantas calorias. Nunca podia passar de 400 por dia. Me pesava o dia inteiro, fazia as dietas mais loucas possíveis. Sempre foi uma questão difícil de vencer. Primeiro porque um distúrbio alimentar nunca vem sozinho. Vem acompanhado de depressão, ansiedade, pânico. É uma luta pra vida toda”, relembrou Brunet.
“Quero ajudar as pessoas que também tenham distúrbios a se verem de uma forma mais amorosa, carinhosa, mas eu preciso aprender a fazer isso comigo primeiro. Acho que falar sobre isso é de extrema importância porque o nosso corpo é nossa casa. Se a gente não amar nosso corpo, a vida vira um inferno”, complementou.

Compulsão alimentar no BBB 24
Questionada se o reality da Globo foi um gatilho para a recaída da compulsão alimentar, a modelo confessou que estava pronta para o que poderia acontecer, e que teve uma conversa antes com sua psicóloga.
“Minha psicóloga me disse, antes do programa, que se preocupava com a minha saúde mental e essa compulsão alimentar. Eu entrei sabendo que isso ia acontecer, mas queria me colocar da forma mais vulnerável para todo mundo. Não tinha como fugir daquilo lá dentro. Eram picos de ansiedade e minha válvula de escape era a comida”, confessou Yasmin.
“Sei que muitas pessoas fazem isso no dia a dia. Comem e não se sentem saciadas, parece que tem um vazio. Fiquei preocupada como seria aqui fora, mas fico feliz com tanto entendimento”, disse ainda.
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Pressão estética na carreira de modelo
A filha de Luiza Brunet aproveitou para falar sobre sua experiência em Nova York e como a carreira de modelo a ensinou sobre autoestima. “Como modelo, fui morar em Nova York muito nova. Aprendi cedo que meu valor estava na minha aparência e que eu precisava me comparar com outras mulheres constantemente. Ou estava muito magra ou muito gorda”, relembrou.
“E nós estávamos sempre competindo umas com as outras pelo trabalho. Criei meu senso de amor-próprio dependendo do que os outros pensavam de mim. Eu nunca aprendi a me amar baseada no que eu penso. E isso é o que estou aprendendo agora e ainda não faz sentido! Para mim, sempre foi normal os outros me julgarem. Minhas inseguranças eram pautadas nisso”, falou ainda a ex-sister.
Brunet acrescentou que agora está conseguindo se ver de outra forma, além de entender que apenas sua própria opinião importa. “É uma experiência muito nova. Sei que as pessoas, com as mídias sociais especialmente, passam por isso também. A gente depende da validação dos outros. É um padrão muito sério na minha vida que estou tentando quebrar, mesmo inserida nesse mundo que é difícil. Quero pelo menos me ver de uma forma mais carinhosa”, concluiu.
