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Viagem de Tati Machado e Lexa reforça o poder dos vínculos como ferramenta de cura; entenda

Após enfrentarem perdas gestacionais tardias, Tati Machado e Lexa se aproximaram e compartilharam fotos de uma viagem ao Amazonas

A apresentadora Tati Machado e a cantora Lexa
A apresentadora Tati Machado e a cantora Lexa - Foto: Reprodução/Instagram @tati

Tati Machado (33) e Lexa (30) se tornaram assunto no início da semana ao publicarem registros de uma viagem que estão fazendo juntas no Amazonas. As duas se aproximaram por terem passado por situações semelhantes, ao perderem seus bebês, e resolveram curtir o momento ao lado dos maridos.

Para a psicanalista e psicóloga Fabiana Guntovitch os vínculos, como o de Tati Machado e Lexa, atuam como uma poderosa ferramenta de cura emocional. Em entrevista à CARAS Brasil, a especialista em comportamento explica que, na abordagem humanista, os laços são instrumentos centrais para uma transformação psíquica.

Quando atravessamos uma experiência dolorosa, como a perda de um bebê, é natural sentirmos que o mundo à nossa volta não nos alcança. Os vínculos empáticos atuam, então, como uma espécie de ‘ponte’: eles permitem que a dor circule, que o silêncio seja habitado, que o trauma vá encontrando palavras ou, às vezes, apenas companhia.”

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Estar com alguém que nos entende sem precisar explicar é uma das formas mais profundas de acolhimento. Isso acontece porque o vínculo empático regula nossas emoções, acalma o sistema nervoso e nos devolve a sensação de pertencimento. A presença do outro, quando é autêntica, pode funcionar como um ‘ambiente terapêutico’ em si“, completa Guntovitch.

A especialista explica que, apesar de conselhos e palavras certas ajudarem, o encontro promove a cura. “A relação entre Lexa e Tati, ao se apoiarem nesse momento, mostra isso de forma tocante: duas mulheres se oferecendo como base uma para a outra e se reconhecendo num momento extremamente delicado.”

Como viajar pode ajudar a saúde mental?

A psicanalista acrescenta que o ato de viajar pode ajudar em casos como o das artistas e agrega um valor terapêutico. “Quando vivemos uma perda profunda, como a gestacional, é comum que o mundo pare por dentro. Viagens não são apenas deslocamentos geográficos, elas também simbolizam movimento interno, renascimento e a possibilidade de reencontro consigo mesma.”

Viajar pode representar um gesto de retomada da vida, de reconexão com o prazer, com o novo e com a esperança. No caso de Lexa e Tati, o mais bonito é que essa viagem está sendo feita em dupla: uma com a outra, com quem entende na pele o que está sendo vivido. Isso cria um ambiente de acolhimento, onde não é preciso explicar nem esconder a dor.”

Relembre as perdas gestacionais de Tati Machado e Lexa

Tati Machado e o marido, o fotógrafo Bruno Monteiro, perderam seu primeiro filho, Rael, no dia 12 de maio. A apresentadora estava com 33 semanas quando deu a entrada na maternidade ao notar a ausência dos movimentos do bebê.

No caso de Lexa, a cantora enfrentou o diagnóstico da síndrome de HELLP, forma grave da pré-eclâmpsia, e precisou fazer o parto prematuro de Sofia, fruto do casamento com o ator Ricardo Vianna. A pequena morreu três dias após seu nascimento.

Leia mais em: Após passarem por perdas dolorosas, Lexa e Tati Machado viajam juntas para o Amazonas: ‘Vejo você’

CONFIRA FOTOS DA VIAGEM DE LEXA E TATI MACHADO:

 
 
 
 
 
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Fabiana Guntovitch é psicóloga (CRP: 06/215789) e psicanalista, pós-graduada em Neurociência e Comportamento e apaixonada pela subjetividade do ser humano. Um de seus propósitos enquanto profissional é quebrar preconceitos acerca da saúde mental e ajudar pessoas a se relacionarem melhor consigo mesmas e com as pessoas que mais importam em suas vidas.