Gabriela Duarte reinventa seus caminhos: ‘Tudo que plantei está florescendo’
Em entrevista para Revista CARAS, a atriz Gabriela Duarte fala sobre encontrar equilíbrio e força entre os palcos, a maternidade e o amor

Aos 51 anos, Gabriela Duarte vive um dos momentos mais intensos e transformadores de sua carreira. Depois de quase quatro décadas na atuação, a atriz se lança a novos desafios com a estreia do monólogo O Papel de Parede Amarelo e Eu, no Rio, após temporada em São Paulo, e se prepara para o lançamento de sua autobiografia, previsto para o fim de setembro.
“Tem muita coisa acontecendo, o que é muito estimulante. Percebo que tudo o que plantei está florescendo e isso me enche de orgulho, tanto em minha vida pessoal quanto profissional. Ao mesmo tempo, este momento também traz alguns desafios, mas toda fase boa precisa ser vivida intensamente”, reflete a atriz.
Primeiro monólogo de sua carreira, o espetáculo é um verdadeiro divisor de águas. Inspirada pelo clássico conto da escritora americana Charlotte Perkins Gilman (1860-1935), publicado em 1892, Gabriela interpreta uma mulher confinada em um quarto e acaba desenvolvendo uma obsessão pelo papel de parede.
“Por meio desse texto, percebi a potência de falar sobre a mulher. É um marco porque, embora não seja fácil estar sozinha no palco, ao mesmo tempo, é algo libertador. Aconteceu comigo na hora que tinha que acontecer”, diz.
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Além do teatro, Gabi também se dedica à escrita. Sua autobiografia, desenvolvida ao longo de dois anos e meio, reflete sobre identidade, trajetória e experiências pessoais. “Não é simplesmente uma autobiografia. É uma autobiografia com a qual todo mundo pode se identificar, pois falo de identidade, algo valioso para cada um de nós”, analisa ela, que também tem feito questão de abordar publicamente temas que durante muito tempo foram tratados como tabu, como a menopausa. “Eu acho que falar sobre isso de forma tão aberta, sem vergonha e sem medo é uma grande conquista, um alívio enorme“, afirma a artista.
Apesar de radiante, a atriz garante que a chegada aos 50 anos a impactou. “Foi um susto e uma libertação na mesma medida. É assustador você chegar a esse lugar, mas, ao mesmo tempo, é de uma liberdade, é de uma beleza… eu gosto de ter 51 anos, eu gosto de saber que estou num caminho bonito e em uma trajetória interessante como mulher e como ser humano”, aponta ela, que se entrega ao amor ao lado do empresário Fernando Frewka (57), com quem namora há dois anos.
O relacionamento é o primeiro desde o fim do casamento de 20 anos com o fotógrafo Jairo Goldfluss (51), com quem ela tem Manuela (19) e Frederico (14). “Foi um encontro muito interessante. Eu fiquei surpresa com o quanto a gente era compatível emocionalmente. Tem sido ótimo, uma relação muito leve, muito bacana, muito saudável. É isso que eu quero manter”, afirma.
Para seguir com a vida pessoal, profissional, maternidade e feminilidade em equilíbrio, Gabi é direta. “Eu não sei qual é o segredo, mas vou vivendo de acordo com o que é possível, sem fantasiar demais e também sem muito pessimismo”, garante ela, que, ao olhar para trás, se reconhece no caminho percorrido.
“Eu acredito que realmente posso ter orgulho da minha trajetória, que teve altos e baixos, momentos maravilhosos e complicados, como qualquer vida. Me orgulho do caminho que trilhei e da história que construí, fazendo as coisas em que eu acreditava, sem me trair, sem me perder”, entrega.
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