Teatro / ENTREVISTA

Priscilla fecha ciclo nos 20 anos de carreira com Wicked: ‘Sinal que eu estava pedindo’

Priscilla interpreta Nessarose entre 26 e 30 de novembro no musical de Wicked, em São Paulo; à CARAS Brasil, a artista fala dos desafios e reflete sobre os 20 anos de carreira

Foto: Gabriel Valdevite | Designer: Gabriel Pinho
Priscilla como Nessarose em Wicked | Foto: Gabriel Valdevite | Designer: Gabriel Pinho

Com 20 dos 29 anos de vida dedicados à carreira, Priscilla não esconde a empolgação em encarar o desafio de estar em Wicked: O Musical. Pronta para experimentar novos ares, ela assegura que o momento é de encerramento de um ciclo: “Quero viver coisas que eu tenho vontade. Depois de 20 anos, ainda consegui encontrar algo que faça meu olho brilhar“.

Em cartaz até 21 de dezembro, Wicked contará com Priscilla como Nessarose entre os dias 26 e 30 de novembro. Encantada pelo universo da história —que quebrou recordes de bilheteria nos cinemas—, ela vive seu primeiro papel no teatro musical e afirma que recebeu o convite como um sinal que esperava há muitos anos.

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Encerrei um ciclo. Entro em 2026 dizendo sim para as novidades“, diz a artista, que continuará se dedicando à carreira musical no próximo ano, explorando o pop e R&B. “Essa participação em Wicked me deu um sinal que eu estava pedindo há muito tempo. Sei que tenho a capacidade de fazer muitas outras coisas, e quero aproveitar isso.”

‘Vou me divertir muito’

Prestes a estrear nos palcos, ela quer usar o momento também para se divertir e se conectar com o público em um novo lugar. “Vou me divertir muito, essa oportunidade também vem para tirar um pouco da pressão que a indústria fonográfica coloca“, completa.

Para o futuro, Priscilla não esconde a vontade de viver novos papéis e estudar cada vez mais a atuação, para mergulhar neste lado da profissão. Abaixo, ela dá mais detalhes da peça e fala sobre sua relação com o elenco e história. Confira trechos editados da entrevista.


Wicked está sendo um enorme sucesso no mundo todo, seja no teatro ou nos cinemas. Como está sendo interpretar a Nessarose neste momento?
Está sendo um presente. Eu sempre quis fazer um musical, mas não imaginei que a primeira vez que eu fizesse seria tão especial. Wicked é uma história que está em um momento muito glorioso em todos os lugares do mundo, e merece essa atenção. Fazer parte disso é magnífico.

É seu primeiro papel no teatro musical. Você enfrentou algum desafio?
A questão da movimentação de palco é bem complexa. Atuar e cantar são coisas que eu estou mais habituada, mesmo que eu não tenha feito nenhum papel grande de atuação. A própria música também exige um pouco da arte cênica. Mas, a coisa do palco, só estando na coxia para entender, é extremamente sincronizado. Entender meu corpo no palco, minha performance usando a cadeira de rodas… Esse foi o maior desafio, entender o palco em si.

Quais foram as suas principais inspirações para viver esse papel?
Todas as meninas do elenco, não só da Nessa especificamente. A Fabi [Bang], que faz a Glinda, eu acho aquela mulher um absurdo. Ela foi a primeira que eu observei e falei: ‘Vou observar cada passo, cada respiro que essa mulher dá’. Quando eu a vi fora da personagem, achei muito impressionante como ela se transforma dentro da personagem. As mulheres do elenco foram as que eu mais observei, os homens também são maravilhosos, mas elas são o destaque.

Você já era fã de Wicked?
Sempre conheci, mas comecei a mergulhar mais a partir do momento que eu vi o musical. Depois que o filme lançou, vi uma grande movimentação ao redor do musical e eu fui procurar saber, e cheguei também na história do livro. Vi que os três projetos falam da mesma coisa, mas em linguagens diferentes, e isso foi muito fascinante.

A história aborda temas profundos e traz um elenco diverso. Qual a importância disso?
O elenco é extremamente diverso e isso por si só é de extrema importância, para justamente a história se conectar mais. Os temas que são abordados são muito pertinentes a vida de todo mundo, cada um provavelmente tem uma experiência pessoal através dos temas que Wicked aborda. É muito atual. Nas entrelinhas tem debates sociais, políticos, que estão ali fantasiados. É um jeito muito sutil de atingir certos pontos que são profundos.

Como foi contar a novidade para os fãs que te acompanham ao longo desses 20 anos de carreira?
Eles ficaram felizes no mesmo lugar que eu. Eu sempre mencionei que queria fazer musical algum dia, então eles vibraram muito. Vi muita gente comentando o quanto isso fazia sentido, e que legal que as pessoas conseguem me imaginar nesse lugar, porque eu também sempre me imaginei. Isso me incentiva a ocupar mais esse lugar, estudar e mergulhar mais.

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Mariana Arrudas é editora de pautas especiais da CARAS e Contigo! no Grupo Perfil. Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), já integrou a equipe de entretenimento da Folha de São Paulo. Apaixonada por música, filmes, viagens e cultura pop, escreve sobre o universo das celebridades.