Filha de Nicette Bruno e eterna Lidiane de O Clone, atriz de 65 anos volta ao teatro em SP
A consagrada atriz e diretora já abriu o coração sobre a passagem do tempo, a ausência dos pais e a revolução de voltar aos palcos

A herdeira de uma das maiores dinastias do teatro brasileiro está de volta aos palcos paulistas em grande estilo. Recentemente, no dia 8 de maio, Beth Goulart (65) estreou o monólogo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector” no Teatro Moise Safra. Embora a montagem já tenha percorrido o país, este retorno a São Paulo quebra um longo jejum de 16 anos longe da capital. Além disso, o momento marca as celebrações de suas mais de cinco décadas de dedicação integral à arte.
O luto pelos pais e o renascimento no teatro
Antes de conseguir reestrear o projeto mais importante de sua vida, a artista enfrentou um doloroso hiato longe dos palcos. Segundo a atriz em entrevista à CARAS Brasil em 2025, ela guardou a produção por mais de uma década devido a perdas devastadoras em sua vida pessoal. Originalmente, a partida de seu pai motivou a interrupção. Em seguida, o falecimento de Nicette Bruno e as restrições da pandemia estenderam esse período de pausa.
No entanto, a dor transformou-se em combustível para a maturidade. Dessa forma, o retorno de Beth Goulart com a peça ganhou um significado de renascimento e homenagem à memória dos pais. “O teatro é uma arte viva que se transforma. Sinto muita alegria em ver uma nova geração conhecendo o espetáculo agora”, celebrou a veterana.
A relação com o envelhecimento e o tempo
Apesar de o mercado do entretenimento pressionar as mulheres em relação à idade, a diretora de 65 anos afirma lidar muito bem com a passagem do tempo. Nesse sentido, ela encara a nova fase como um acúmulo de sabedoria e autonomia, e não como uma perda. De fato, a maturidade trouxe para Beth Goulart uma percepção mais aguçada e livre de expectativas externas.
“A maturidade nos dá essa vantagem: todos os trabalhos são acumulados em sabedoria. Aprendemos a viver o aqui e o agora com mais intensidade”, avaliou a artista. Além disso, ela reforça que não teme o avanço da idade. Para ela, o envelhecimento deve ser vivido com saúde, sonhos e entusiasmo. Portanto, dividindo-se atualmente entre a temporada teatral, palestras de seu livro autoral e o lançamento do filme “O Advogado de Deus”, a filha de Nicette Bruno prova que sua melhor versão artística está no presente.
Da estreia na infância ao posto de autora premiada
Beth Goulart iniciou sua trajetória aos 13 anos ao lado dos pais e construiu um currículo brilhante na cultura nacional. Originalmente, ela lapidou seu talento nos palcos. Porém, sua versatilidade logo a transformou em um rosto marcante na televisão, com papéis inesquecíveis em tramas como O Clone e Paraíso Tropical. Dessa forma, ela conquistou os prêmios mais importantes do país, incluindo o cobiçado Troféu Shell.
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