Teatro / FUTEBOL PARA MULHER

Miá Mello debate impacto da pressão estética nas mulheres: ‘É uma bagagem que a gente carrega’

Miá Mello, Camila Raffanti e Juliana Araripe protagonizam o espetáculo 'Mulheres em Chamas'; em entrevista à CARAS Brasil, elas fazem revelações sobre a peça

O espetáculo, com direção de Paula Cohen, traz à cena um tema urgente e ainda pouco representado: a menopausa - Foto: Reprodução/ CARAS Brasil
O espetáculo, com direção de Paula Cohen, traz à cena um tema urgente e ainda pouco representado: a menopausa - Foto: Reprodução/ CARAS Brasil

As atrizes Camila Raffanti, Juliana Araripe Miá Mello estiveram nos estúdios da CARAS Brasil para compartilhar todos os detalhes da peça ‘Mulheres em chamas’, que aborda sobre a menopausa de uma forma sensível e bem-humorada. Durante a conversa, elas destacaram a forte identificação do público feminino e comentaram como a obra retrata situações e histórias reais.

Devido o sucesso da trama, o espetáculo foi prorrogado e ficará nos palcos até 30 de outubro. A sinopse apresenta três mulheres 40+, com diferentes histórias de vida, que estão em um prédio e acabam ficando presas no elevador. O espetáculo, com direção de Paula Cohen, traz à cena um tema urgente e ainda pouco representado: a menopausa.

“Uma só sabe que está no climatério, a outra está achando que talvez, mas está neurótica e a outra está em negação”, fala Camila sobre a sinopse. Juliana Araripe observa sobre retratar os dilemas femininos nos palcos: “Eu acho que nós somos atrizes que, claro, que temos nossas vaidades, mas a gente está servindo à história”, afirma.

Pressão estética

Em determinado momento, a peça debate sobre como as mulheres lidam com o amadurecimento. As atrizes confessam como lidam com o amadurecimento e debatem pressões estéticas socialmente enraizadas: “Para mulher parece que envelhecer é um defeito”, diz Camila Raffanti.

Miá Mello complementa: “Para homem, é bonitão, grisalho, e para mulher tem que ir escondendo”. Bem-humorada, a atriz revela se tem alguma insegurança com a aparência e revela como lida com o amadurecimento.

“Eu tenho todo dia! Todo dia eu luto. Eu estou muito preocupada, é superficial, é bobo, mas é uma bagagem que a gente carrega que a sociedade coloca. Só que claro, eu caio muitas vezes nestas armadilha das vaidades, uma coisa muito fútil. Eu estou falando aqui, só para quem minimamente estiver se identificando, não sentir tão mal. Eu me sinto mal!”, finaliza a atriz.

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