Revista / SUPERAÇÃO

Lucas Leto reflete sobre bullying, superação e o impacto da representatividade: ‘Isso me move’

Em entrevista à CARAS Brasil, astro de Vale Tudo, Lucas Leto reflete sobre momentos difíceis da infância

Na Praia do Arpoador, na zona sul do Rio de Janeiro, Lucas Leto mostra o lado doce e ousado que encanta o público de Vale Tudo - Fotos: Lucas Mavinga - STYLING: PAULO ZELENKA
Na Praia do Arpoador, na zona sul do Rio de Janeiro, Lucas Leto mostra o lado doce e ousado que encanta o público de Vale Tudo - Fotos: Lucas Mavinga - STYLING: PAULO ZELENKA

Aos 26 anos, o ator Lucas Leto tem construído uma trajetória de destaque na televisão brasileira, marcada pela sua presença em Vale Tudo, novela das 9 da TV Globo. Mas, além do talento que o projetou para o grande público, o artista carrega consigo uma história de superação que começa muito antes dos holofotes.

Entre memórias de infância, transformações no teatro e a forma como encara a própria imagem, Lucas abre o coração sobre sua relação com a autoestima e revela como enxerga a responsabilidade de ser uma referência para tantos jovens negros no país.

Em entrevista à CARAS Brasil, ele resgata episódios que moldaram sua percepção de si mesmo. Questionado sobre como lida com a autoestima, o ator relembra as dificuldades da infância e celebra o caminho que o ajudou a se aceitar.

“Quando era criança, eu sofria bullying na escola. Não estava dentro dos padrões de beleza. Quando entrei no teatro, vi pessoas pretas usando cabelos diferentes, roupas diferentes. Eu construí ali a minha autoestima e nunca mais deixei que algum comentário negativo me abalasse. Hoje em dia, minha relação com a autoestima está muito relacionada à minha saúde mental. Quando treino é quando me sinto bem e bonito e quando posto. Isso me move a continuar cuidando de mim”, diz.

O intérprete de Sardinha, que hoje se vê diante de milhões de telespectadores, também reflete sobre o impacto de estar em um dos horários mais prestigiados da televisão brasileira. Para ele, a visibilidade é fruto de anos de dedicação, mas também carrega um peso simbólico de representatividade.

“Foi uma construção. Essa transformação aconteceu aos 12 anos de idade quando entrei no teatro. A minha perspectiva de vida mudou. Um trabalho me preparou para o outro. A minha vida segue se transformando. A coisa mais importante hoje é ser um jovem negro, de 26 anos, que consegue viver sendo artista. Com felicidade, dignidade, mudando a vida da minha mãe. Acabo sendo um espelho para muitos meninos e meninas pretos, que mandam mensagens para mim e dizem o quanto é importante ver alguém como eu nas telas. O pé no chão e a humildade permanecem. O importante é saber de onde eu vim”, afirma.

Paulo Henrique Lima é repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens por diversos veículos de comunicação na web. É apaixonado por entretenimento e realities.