Julio Rocha escreve um novo capítulo de sua trajetória: ‘Virei um novo homem’
De volta à televisão, Julio Rocha exalta a força transformadora da família e fala sobre paternidade em entrevista à Revista CARAS

Após 12 anos afastado das novelas, Julio Rocha (46) retorna ao horário nobre em grande estilo: como o Edilberto, da trama global das 9, Três Graças. O responsável pelo novo mergulho na televisão foi ninguém menos do que Aguinaldo Silva (82), parceiro de longa data do ator na telinha. E, desde sua última novela, muita coisa mudou para Júlio.
Casado com Karoline Kleine (37), o ator se tornou pai de três —José (6), Eduardo (5) e Sarah (1)— e sonha em aumentar ainda mais a família. Além disso, ele se descobriu nas redes sociais e, hoje, acumula mais de 5 milhões de seguidores. “Os meus filhos me mostraram o que realmente importa. Mudaram as minhas prioridades, minhas decisões, meus sonhos. Eu virei um novo homem“, se derrete o ator, durante papo exclusivo com a Revista CARAS.
O que te convenceu a voltar a encarar o ritmo intenso de uma novela das 9? Estar novamente em uma trama do Aguinaldo Silva pesou na decisão?
Pesou e muito. O Aguinaldo é uma inspiração pra mim. Ele tem uma sensibilidade rara, uma luz que não tem igual. Consegue mover o mundo com as histórias que cria. Eu tinha acabado de fazer a peça dele meses antes da novela, e aquilo reacendeu algo em mim. E vou ser sincero: morar no interior de São Paulo e gravar no Rio de Janeiro não é fácil. Dói deixar as crianças e a Karol para pegar o avião toda semana. Dói mesmo. Então, só voltaria se fosse por algo especial. E foi. Eu voltei pelo Aguinaldo, por esse encontro de almas que a vida me deu.
Ao longo desses últimos anos, você desempenhou funções como apresentador e criador de conteúdo. Quais os maiores aprendizados desse período?
Aprendi que tempo com os meus filhos é o maior luxo da minha vida. Trabalhar em casa, poder criar com eles por perto, foi um presente que Deus me deu. É surreal. É mágico. E eu queria que todo mundo pudesse sentir isso uma vez na vida. Eu sempre digo que criar conteúdo não é só entreter —é transformar vidas. E a gente recebe isso nos comentários, nos encontros na rua, nas mensagens de gente dizendo que riu num dia difícil. Isso me move. Mas o maior aprendizado mesmo é entender que você pode ser pai, profissional, artista e ser humano ao mesmo tempo. Não preciso escolher um ou outro. Posso ser tudo isso junto. E que bom que a vida me permitiu viver esse equilíbrio.
Vocês já são uma grande família, mas pretendem aumentar ainda mais? O que significa ser pai para você?
Se dependesse do meu coração, eu montava um time de futebol! A gente ama ser família grande. Se vier mais um, dois, três… vem com amor. Mas deixo no ar, no suspense, porque a vida sempre surpreende. Ser pai é tudo pra mim. Eu tive um pai que foi a minha base. Ele moldou quem eu sou, me ensinou caráter, trabalho, generosidade. Quando ele partiu, eu prometi a mim mesmo ser, pelo menos, um terço do que ele foi. Se eu conseguir, já vou ter vencido na vida. E a ciência confirma aquilo que eu vivo na pele todos os dias: a figura paterna molda a segurança emocional, a autoestima, a forma como a criança enxerga o mundo. É isso que eu tento ser. Quero que os meus filhos cresçam sabendo que têm um porto seguro, um abraço que nunca fecha, um pai que acredita neles mais do que qualquer pessoa.
Quais as maiores lições que você aprende ao lado da sua mulher e dos seus filhos? Como você se transformou com o aumento dessa família?
A Karol me mostrou o que é parceria de verdade. Ela é calma onde eu sou fogo, e fogo onde eu sou calmo. Ela me equilibra. Ela me lembra todos os dias que o amor é construção, paciência, escolha diária. Os meus filhos me mostraram o que realmente importa. Mudaram minhas prioridades, minhas decisões, meus sonhos. Virei um novo homem. Tudo que faço é pensando em deixar um mundo mais bonito pra eles, e eles mais preparados para o mundo.
O que você espera e almeja para o futuro?
Meu sonho é simples: uma casinha no meio do mato, minha horta, meus bichos, meus filhos correndo no quintal, trilha, moto, paz. Quero aproveitar a infância deles inteirinha. Estar presente. Ser aquele pai que não perde aniversário, apresentação na escola, nada. Quero me aposentar cedo, rir muito, abraçar muito e viver com leveza. E quero que meus filhos cresçam felizes, com valores fortes, sabendo que foram amados em cada detalhe. Se eu conseguir isso, já fiz tudo o que eu precisava fazer nesta vida.
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