Revista / Taís Araújo

Atriz global que viveu em mansão de R$ 5,9 milhões já abriu o jogo sobre preconceito: ‘Não estou feliz’

Atriz e marido ator abriram o jogo sobre as mudanças no protagonismo negro em novelas brasileiras

Elenco do Vale Tudo - Foto: Divulgação/Globo
Elenco do Vale Tudo - Foto: Divulgação/Globo

A atriz Taís Araújo (47) consolidou sua carreira como uma das principais atrizes brasileiras em diferentes etapas, com destaque para o pioneirismo no final dos anos 90. O sucesso da famosa refletiu na fortuna significativa dela e do marido Lázaro Ramos (47) e na venda de uma mansão de R$ 5,9 milhões localizada no Rio de Janeiro.

Hoje, o casal mora num imóvel situado em um prédio da década de 1950, no bairro do Flamengo. Entretanto, a trajetória da artista nem sempre foi fácil, sempre carregada de muitos preconceitos. Em entrevista à revista CARAS, a famosa abriu o jogo sobre a pauta e ressaltou que nosso país ainda é muito racista.

Taís Araujo - Foto: Globo/Trouva
Taís Araujo – Foto: Globo/Trouva

Falou sobre racismo

“Fácil nunca é. A gente vive em um lugar muito preconceituoso. Quando viajo ao exterior e falo isso, ficam chocados. Não conseguem entender, ainda mais por ser um país tão diverso. Não estou feliz, mas também acho que as coisas têm melhorado”, disse, na ocasião.

Pai de João Vicente e Maria Antônia, o marido de Taís também conversou com a revista e falou sobre o que mais o faz se apaixonar por novelas. “Gostava de tramas, como Roque Santeiro e Vale Tudo, que falavam de um Brasil atual em suas épocas. É o mesmo caminho que a Globo está buscando hoje, de tentar entender este novo País e se comunicar com ele. Espelhar um Brasil mais próximo da realidade”, opinou o famoso.

Taís também comentou sobre seus gostos pelas dramaturgias. “Tínhamos um olhar muito para fora. Mas, de uns anos para cá, mudou, a gente passou a gostar da gente. Falava muito isso em Da Cor do Pecado, novela em que protagonizei aqui, fez grande sucesso, vendeu muito para o exterior. E era isso. O brasileiro gosta de se ver e reconhecer”, falou.

Lázaro Ramos e Taís Araújo - Foto: Revista CARAS
Lázaro Ramos e Taís Araújo – Foto: Revista CARAS

Protagonismo negro

Ainda sobre a pauta de cor, Taís falou que acredita que a situação do ator negro já mudou bastante. “Sim. E vem mudando. Hoje temos, por exemplo, Cris Vianna, Camila Pitanga, Sheron Menezzes, somos muito mais próximas das meninas mais novas. Quando era pequena, não tinha a menor referência. Elas eram muito distantes. Via a Zezé Motta e outras atrizes que tinham idade para ser minha mãe ou avó”, contou.

Lázaro complementou a fala da esposa relembrando que as personagens negras eram sempre marginalizadas e nunca protagonistas. “E eram personagens estereotipados, marginalizados, sempre coadjuvantes, quando todo artista ambiciona o protagonismo, personagem bom”, disse o famoso.

“Outra coisa legal, que vem possibilitando mudanças na dramaturgia, é a inserção de gente com outras origens, não vou falar somente negros, contando suas histórias, como diretores, roteiristas. É o futuro. Isso faz a diferença quando você dá o microfone para mais pessoas. A diversidade do Brasil é nosso maior valor, inserir isso em todos os setores deixa a sociedade mais rica”, falou ainda, no bate-papo.

Karla Sthefany é formada em jornalismo e já foi repórter em diversos sites de entretenimento, como o Observatório dos Famosos, Entretê Spin OFF e NerdWeek. Hoje atua como repórter na CARAS Brasil e na Contigo! Apaixonada por música, cinema e livros. Críticas ou sugestões: [email protected]