Andrea Bocelli relembra momento desafiador: ‘Eu quase perdi o entusiasmo pela minha profissão’
Andrea Bocelli está prestes a voltar ao Brasil; em entrevista exclusiva à Revista CARAS, o tenor italiano reflete sobre carreira e relembra período desafiador de sua vida

Há vozes que marcam uma época e há vozes que atravessam gerações. Andrea Bocelli pertence ao segundo grupo. Com mais de 30 anos de carreira, o tenor italiano faz de sua arte um elo atemporal, capaz de unir culturas e corações. Em entrevista exclusiva à Revista CARAS, o famoso reflete sobre a trajetória artística e relembra momento desafiador da vida.
Desta vez, ele trará três convidados especiais que se apresentarão no País pela primeira vez: a cantora Pia Toscano, o maestro Carlo Bernini e a violinista Rusanda Panfili. Andrea está ansioso para retornar às terras brasileiras, pois, como ele mesmo define: “No Brasil, nunca me senti um estrangeiro”.
‘Quase perdi o entusiasmo’
No ano passado, Andrea Bocelli celebrou 30 anos de carreira e avalia: “Tudo está em constante evolução na vida e a passagem dos anos trouxe consigo mudanças boas e outras nem tanto”, diz. Ao ser questionado se já pensou em aposentadoria ele entrega.
“Um período bastante difícil e doloroso foi no início dos anos 2000, quando eu me separei da mãe de Matteo e Amos e, de repente, não podia mais estar com meus filhos tanto quanto gostaria. Foi uma situação de muito sofrimento, por causa da qual eu quase perdi o entusiasmo pela minha profissão”, declara.
O foco é na boa música, que nunca envelhece!
Dono de uma das vozes mais potentes do mundo, Andrea Bocelli tem escrito uma trajetória singular nos palcos e democratizou a música clássica ao aproximá-la do universo pop.
“A música boa não envelhece, ajuda a crescer, a ser uma pessoa melhor. Desde o início da minha carreira, procurei dar minha contribuição justamente para oferecer um sopro de ar novo em um gênero —o chamado clássico— que corria o risco de perder sua vocação popular. A ópera é uma forma de arte popular: trata das pulsões humanas e é capaz de despertar emoções primárias com tal intensidade que derruba qualquer barreira cultural e geracional“, finaliza o tenor italiano.
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