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8 perguntas para André Lamoglia: Ator abre o jogo sobre título de galã e vida na Espanha

Protagonista de Os Donos do Jogo, André Lamoglia conta à Revista CARAS o que planeja para o futuro e reflete sobre os 10 anos de carreira

Foto: Juan Miguel Herrero
Foto: Juan Miguel Herrero

O bom filho à casa torna. Após atuar na série espanhola Elite e na sul-africana Sangue e Água, André Lamoglia (28) volta às produções nacionais em grande estilo. Intérprete de Profeta, protagonista de Os Donos do Jogo, da Netflix, o ator se consolidou de vez no audiovisual, ganhou título de galã e conquistou o topo do ranking global ao ver a série se tornar o projeto de língua não inglesa mais visto do streaming.

Diante de tamanha ascensão, não precisa ser profeta para saber que esse é apenas o início de uma longa carreira de sucesso. Em entrevista exclusiva à Revista CARAS, o artista celebra os feitos e conta o que faz para não se deslumbrar com a fama.

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O que me mantém centrado é lembrar, todos os dias, que atuar é o que faço, não o que sou. Busco sempre estar com minha família, amigos, valorizar os momentos em que estou em casa, sendo apenas o André, filho da Regina e do João, e irmão do Victor“, afirma ele. Confira a seguir 8 perguntas para o artista!


O que te motivou a voltar ao Brasil para gravar a série?
Foi a força e a qualidade do projeto. Os Donos do Jogo surgiu com um roteiro afiado, uma produção promissora e um elenco de peso. Fora o personagem, me interessou viver o Profeta desde o começo! Era um convite para contar uma história com densidade, no meu idioma, não tinha a menor possibilidade de deixar passar a oportunidade. – Profeta é um protagonista, um personagem complexo.

Chegou no momento certo?
Chegou no momento certo, tanto para mim quanto para a minha trajetória como ator. Ele é um personagem denso, cheio de camadas, não linear, que exige entrega emocional, escuta e uma certa maturidade. Eu acho que, se esse papel tivesse vindo alguns anos antes, talvez eu não conseguisse acessá-lo com a mesma profundidade. Hoje, tenho mais repertório, mais calma, menos ansiedade em cena. Estava pronto para ele e sinto que ele, de algum modo, também veio ao meu encontro.

A série te amadureceu?
Todo trabalho, de algum modo, amadurece, seja pela experiência técnica, pelo convívio no set ou pela exposição às novas linguagens. Mas esse, em especial, teve um impacto mais profundo. Carregar um protagonista com tanta densidade, sustentar a narrativa em torno de um personagem tão complexo, exigiu mais do que preparo técnico: também exigiu introspecção, escuta, humildade. Foi um processo que me tirou da inércia, me levou a lugares emocionais que eu ainda não tinha acessado em cena e isso, inevitavelmente, transforma. Eu não saí desse projeto a mesma pessoa que entrei.

O que te faz manter centrado diante do crescimento da fama e da exposição?
O que me mantém centrado é lembrar, todos os dias, que atuar é o que eu faço, não o que eu sou. Busco sempre estar com a minha família, meus amigos, valorizar os momentos em que estou em casa, sendo apenas o André, filho da Regina e do João, irmão do Victor…

Você é um dos grandes galãs do momento. Como encara esse novo título?
Sei que chamam dessa forma como uma maneira lisonjeira e todo carinho é muito bem recebido. Uma vez me disseram que galã não é apenas adjetivo estético, mas também envolve postura, presença e a maneira como se ocupa a cena… Se esse título veio como consequência do meu trabalho, fico grato!

É um cara vaidoso?
Eu me cuido, sempre adorei esportes, sou vigilante na minha alimentação, mas não acho que vaidoso seria uma palavra que ajude a me definir, porque nunca coloco a aparência no centro das minhas prioridades. Para mim, o mais importante sempre foi me sentir bem, ter saúde, manter a minha mente equilibrada, estar com o corpo funcionando direito e se, de quebra, isso me traz autoestima e a forma física que gosto de manter, que ótimo!

São 10 anos de carreira, mas vejo que você está em ascensão. Já chegou aonde queria? O que deseja daqui pra frente?
Sou muito novo, então tenho muito caminho a percorrer, quero viver dessa profissão enquanto eu tiver saúde, por muitos e muitos anos. Sendo feliz, me desafiando, errando, acertando, aprendendo, rindo, chorando, vivendo, aproveitando a jornada. Com base nisso, as consequências serão positivas.

Está morando na Espanha ou voltou de vez para o Brasil?
A minha base, na prática, é sempre onde o trabalho me chama. Tenho projetos em vista, que espero poder compartilhar em breve, e vem aí a segunda temporada de Os Donos do Jogo, que já está em desenvolvimento e promete ainda mais intensidade. Fora isso, os horizontes estão abertos e sempre dependerão, acima de tudo, da qualidade do material. Se o roteiro for bom e o personagem me instigar, faço as malas sem pensar duas vezes. Seja na Espanha, no Brasil ou em qualquer outro canto do mundo.