Mais do que acompanhar tendências, Isabella Barros acredita que compreender diferentes culturas é uma forma de antecipar o futuro. Foi com esse olhar que a fundadora da Odara embarcou para uma imersão na Coreia do Sul e no Japão, onde participou do AMWC (Congresso Mundial de Medicina Estética e Antienvelhecimento) Korea, um dos principais congressos internacionais voltados à inovação em estética e bem-estar.

A experiência, no entanto, foi além das palestras e lançamentos tecnológicos. Ao observar o cotidiano dos dois países, a empresária encontrou uma característica em comum: o cuidado com a saúde e o bem-estar faz parte da rotina, e não apenas de momentos específicos.

“Viajar deixou de ser apenas uma experiência e passou a fazer parte da minha estratégia de negócios. Antes de entender mercados, acredito que é preciso entender culturas”, afirma.

O cuidado começa antes da necessidade

Foi em um café de Seul, capital coreana, que Isabella teve uma das percepções que mais marcaram a viagem. Ao observar mulheres interrompendo a rotina por alguns minutos para realizar o skincare, ela percebeu que aquele hábito ia além da estética.

“Naquele momento, entendi que o skincare, na Coreia do Sul, é muito mais do que uma rotina de beleza. Ele faz parte da saúde, da educação e da forma como as pessoas aprendem, desde cedo, a cuidar de si.”

Durante o AMWC Korea, essa impressão foi reforçada pelas discussões apresentadas por especialistas do mundo todo. Segundo Isabella, a estética vive uma mudança de paradigma: o foco deixa de estar apenas na correção dos sinais do tempo e passa a priorizar estratégias de prevenção, regeneração e manutenção da saúde da pele.

Ela acredita que o principal aprendizado foi perceber uma transformação na maneira de pensar o cuidado.

Ciência, tecnologia e longevidade

No Japão, Isabella encontrou uma visão semelhante aplicada ao estilo de vida. Alimentação equilibrada, movimento, disciplina e respeito ao tempo aparecem como hábitos incorporados naturalmente ao cotidiano da população.

Para a empresária, a longevidade observada no país não está associada apenas aos avanços da medicina, mas principalmente à constância de pequenas escolhas feitas ao longo da vida.

“São culturas diferentes, mas que compartilham a mesma ideia: cuidar da saúde não é um evento, é um hábito.”

Ela destaca que essa experiência reforçou sua convicção de que o futuro do bem-estar será construído pela integração entre ciência, prevenção e comportamento.

Adaptar, e não copiar

Apesar da inspiração encontrada na Ásia, Isabella acredita que inovação não significa reproduzir modelos de outros países.

Segundo ela, o Brasil possui características próprias que precisam ser preservadas, especialmente quando o assunto é atendimento e relacionamento com as pessoas.

“Somos reconhecidos pelo acolhimento, pela proximidade e pela forma genuína de cuidar das pessoas. Não quero trazer tudo o que existe lá fora. Quero compreender o que realmente faz sentido para a nossa realidade e conectar essa essência às melhores pesquisas, tecnologias e comportamentos que observo pelo mundo.”

Para a fundadora da Odara, o desafio está em adaptar conhecimentos internacionais à realidade brasileira, mantendo o cuidado humanizado como parte essencial da experiência.

O futuro do bem-estar

Ao retornar ao Brasil, Isabella afirma que trouxe mais do que referências sobre inovação. Voltou com uma reflexão que pretende incorporar aos próximos passos da empresa: como tornar a tecnologia cada vez mais próxima das pessoas.

Na sua visão, o setor caminha para um modelo em que ciência, prevenção e qualidade de vida passam a ocupar um espaço central, sempre acompanhados por uma relação mais consciente com o próprio corpo.

“Continuo acreditando que o futuro do bem-estar será construído pela união entre ciência, prevenção e conexões humanas”, conclui.

Instagram: @isabella.odara

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