Belém. Goiânia. Brasília. Curitiba. Rio de Janeiro. Fortaleza. Recife. João Pessoa. Belo Horizonte. Manaus. Porto Alegre. São Paulo. Blumenau. Pela terceira vez no Brasil, o grupo sul-coreano NTX cruza o País de norte a sul, encantando a legião de fãs que cultivou por aqui. Em passagem pela América Latina, eles ainda visitam Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México. Antes dessa jornada de apresentações, porém, abriram espaço na agenda para um papo exclusivo com a CARAS, no qual declaram amar o Brasil. “Já é a nossa terceira vez por aqui. Nós conhecemos pessoas que já estão acostumadas a nos ver, mas também adoramos a reação de quem nos vê pela primeira vez! Para quem vai nos assistir pela primeira vez, queremos deixar gravado na mente delas o quanto elas são importantes para nós também”, avisa o integrante Hyeongjin (25).
Formado há cinco anos, o NTX conquistou o coração de NTFULs, apelido do fandom, no mundo todo, mas é claro que o Brasil tem um gostinho especial para os membros. “Acho que os NTFULs brasileiros representam a paixão, tanto que a imagem do nosso grupo é literalmente essa paixão nossa e deles”, opina Xiha (24). “Nós somos de países muito distantes, tanto que agora estamos do outro lado do mundo, então queríamos dizer para os fãs lembrarem muito da nossa presença sempre”, reforça Eunho (22).
O carinho pelo Brasil não se dá somente por gestos, mas pelo próprio trabalho do octeto. Uma das canções mais recentes, Vamos, com título em português mesmo, foi inspirada no funk brasileiro! “A gente realmente recebe muita inspiração dos fãs brasileiros, tanto que, quando criamos novas músicas, a gente pensa nisso para as produções”, explica Rawhyun (23). “Realmente, o funk brasileiro é um estilo que está em alta em todos os lugares agora. Na primeira vez que ouvimos, pensamos que seria uma boa colocar na nossa música também! É por isso que quisemos representar isso nesse trabalho”, completa Seungwon (21).
A conexão dos meninos com o Brasil é tanta que eles até merecem um CPF nacional. Nas redes sociais, inclusive, já gravaram covers de músicas em português e torcem por uma chance de colaborar com um astro do Brasil. “Eu já cantei Pupila, do Vitor Kley, e adoro essa música. Meus fãs sempre dizem que ela combina muito comigo. Se um dia tiver oportunidade, adoraria fazer uma colaboração com ele!”, conta Yunhyeok (24), que arrisca umas palavras em português. Fica a dica, Kley!
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Parte do K-Pop, mercado que segue em crescimento mundial, o NTX defende que a música coreana chama atenção por seu estilo explosivo. “Acho que um dos motivos de o K-Pop ganhar tanto carinho no mundo é, realmente, pelo estilo da música, o nosso visual, os estilistas que fazem nossas roupas, pela maquiagem que usamos, pelas performances ao vivo, dançando e cantando no palco”, argumenta Hojun (24). Quando eles olham para trás e percebem tudo que já conseguiram conquistar, se dão conta de todos os desafios que precisaram vencer. “Existem muitas situações negativas que vão te perseguir e te incomodar, mas você vai vencer tudo. Se esforce!”, reflete Changhun (24) sobre o que diria para si mesmo no início da carreira.
Animados com mais uma extensa turnê bem longe de casa, eles admitem que o caminho não é fácil. “Temos momentos difíceis, ficamos cansados… Então, cada um mantém seu espaço. A gente briga todos os dias e, por essas brigas, a gente fica mais íntimo!”, brinca Rawhyun. Mas a alegria dos fãs é o que faz tudo valer a pena. “Quando fizemos um show em Belém, exatamente naquele dia, estava chovendo muito. Pensamos que o pessoal estaria meio irritado com a situação, mas não. Eu vi no rostinho de cada um o quanto estavam ansiosos pelo show que viria pela frente”, conclui Yunhyeok.
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