Dono de uma trajetória marcante na TV, o diretor Jayme Monjardim (70) encontrou o local ideal para unir suas maiores paixões. Em sua propriedade na cidade de Amparo (SP), ele junta o amor pela arte com a sua religiosidade. O espaço funciona como um santuário de memórias para guardar lembranças de suas quatro décadas de trabalho.

O profissional preserva no local um acervo com objetos e recordações de suas produções históricas. A fazenda guarda registros de obras marcantes como Pantanal (1990), Terra Nostra (1999), O Clone (2001), Páginas da Vida (2006) e Sete Vidas (2015).

Igreja particular e devoção pessoal

Jayme Monjardim é um homem de muita fé. Católico praticante, ele frequenta missas e gosta de abençoar suas tatuagens bíblicas na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, o diretor construiu uma igrejinha em sua fazenda e mostrou o espaço nas redes sociais. O local serve como um templo particular para momentos de reflexão em família.

A construção do espaço teve uma motivação bastante íntima. O artista queria simbolizar sua gratidão pelas conquistas no trabalho e pelas bênçãos familiares. Sem abertura para visitas públicas, a capela funciona apenas para a oração diária da família.

“Hoje, vim à igreja me ajoelhar perante Deus e Nossa Senhora para agradecer por tantas coisas que tem acontecido, entre elas os meus netos Antônio e Flora”, revelou o diretor na época.

Em seguida, ele completou em vídeo: “Queria que essa igreja simbolizasse minha devoção a Deus e ao nosso bom Jesus. É uma forma de agradecer pelos trabalhos que tenho feito e por tudo o que virá pela frente”.

Do luto familiar ao sucesso na televisão

Filho da cantora Maysa (1936–1977) e do empresário André Matarazzo, Jayme descobriu sua vocação após uma perda familiar. Aos 20 anos, com a morte da mãe, ele dirigiu um curta em homenagem à artista. O sucesso da obra o incentivou a estudar Cinema na FAAP e a se especializar na Itália.

Mais tarde, ele ingressou na TV Globo nos anos 1980 e trabalhou em tramas como Roque Santeiro (1985) e Sinhá Moça (1986). Anos depois, Monjardim fez história ao migrar para a TV Manchete, onde dirigiu o fenômeno Pantanal (1990).

Ao retornar para a Globo no fim daquela década, ele assinou obras de grande alcance como A Casa das Sete Mulheres (2003) e o filme Olga (2004). Também comandou a minissérie Maysa – Quando Fala o Coração (2009), na qual dramatizou a história de sua própria mãe.

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