A trajetória de Sérgio Abreu na televisão brasileira é marcada pela versatilidade e por um feito raro no meio artístico: o ator construiu papéis de destaque nas cinco principais emissoras de dramaturgia do país. Nascido no Rio de Janeiro, ele iniciou sua caminhada nos palcos do teatro infantil e no mercado publicitário, trabalhando também como modelo antes de se firmar nos folhetins.

Sua estreia nas telas ocorreu em 1996, na novela O Campeão (Band). Dois anos depois, ele participou de Brida (1998), na extinta TV Manchete. Contudo, foi no início dos anos 2000 que o artista alcançou projeção nacional.

O fenômeno em ‘Malhação’ e o par em ‘Paraíso Tropical’

Entre 2001 e 2003, Sérgio interpretou Alberto Bandini, o Beto, em Malhação. O personagem ficou marcado no imaginário do público por administrar a lanchonete Gigabyte, o ponto de encontro central dos jovens da trama teen. Vale destacar que Sérgio Abreu não deve ser confundido com Sérgio Hondjakoff, o eterno Cabeção.

Em 2007, de volta à TV Globo, ele integrou o elenco de Paraíso Tropical como Tiago. Na história, formava casal com o personagem de Carlos Casagrande. A atuação da dupla recebeu elogios da crítica pela maneira natural e sem estereótipos com que abordou o relacionamento na teledramaturgia.

Protagonista no SBT, ‘A Fazenda’ e 20 anos de Record

A caminhada de Sérgio seguiu para o SBT em 2008, onde conquistou seu primeiro protagonista ao viver Lucas Nogueira em Revelação, engatando em seguida a novela Vende-se um Véu de Noiva (2009).

Em 2010, o artista aceitou o desafio de entrar na terceira temporada de A Fazenda, na Record. Após enfrentar diversas roças, ele conquistou o segundo lugar na grande final do reality show.

Sua história na Record, no entanto, havia começado bem antes, em 2005, na novela Prova de Amor. Ao longo de duas décadas, o ator consolidou uma parceria duradoura com a emissora, participando de produções como Pecado Mortal (2013), Jesus (2018), Gênesis (2021) e A Rainha da Pérsia (2024). Em 2025, ele esteve no ar na novela Paulo, O Apóstolo, interpretando o centurião romano Júlio e celebrando 20 anos de casa.

Reaparição recente e novo visual aos 51 anos

Além da televisão, Sérgio traz em seu currículo filmes como Zuzu Angel (2006) e uma sólida bagagem no teatro, com peças consagradas como Édipo Rei, E Aí, Comeu? e A Vingança de Shakespeare.

Longe das gravações desde seu último trabalho bíblico, o ator voltou a virar notícia ao mostrar o resultado de uma transformação estética. Aos 51 anos, Sérgio participou do programa Fofocalizando, do SBT, para exibir uma harmonização facial.

O procedimento incluiu aplicação de toxina botulínica e preenchimento na mandíbula, buscando suavizar linhas de expressão e o “bigode chinês”. O novo visual do eterno galã renovou a atenção dos fãs que acompanham seus passos há mais de três décadas na arte.

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