Médico chama atenção para o diagnóstico de Bruce Willis: ‘Não existe cura’
Bruce Willis recebeu um diagnóstico e precisou se afastar da mídia; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Guilherme Rossoni explica o quadro

Astro de Hollywood, Bruce Willis (70) foi diagnosticado com demência frontotemporal em 2023, devido a condição, o ator decidiu se afastar dos holofotes e, desde então, passou a viver de forma reservada, fazendo raras aparições em público ao lado da família. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Guilherme Rossoni, médico neurocirurgião.
Inicialmente, em 2022, Bruce Willis foi diagnosticado com afasia, um distúrbio de linguagem que afeta a capacidade de comunicação da pessoa. Porém, em fevereiro do ano seguinte, a família contou que a doença havia progredido para demência frontotemporal, que atinge a fala, comportamento e a função cognitiva.
O que diz o especialista?
O Dr. Guilherme Rossoni, neurocirurgião formado em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e com residência médica em Neurocirurgia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, afirma que demência frontotemporal é uma condição que afeta as funções cognitivas e comportamentais do paciente.
“É um tipo de demência que muda o comportamento do paciente no sentido social, fazendo com que ele perca a empatia, vontade de se relacionar com outras pessoas e atividades que, antes, eram realizadas com prazer”, esclarece.
Quais os sintomas?
Os sintomas da demência frontotemporal variam conforme a área do cérebro afetada, mas geralmente envolvem:
- Alterações significativas na linguagem, no comportamento e na personalidade;
- É comum que o paciente apresente dificuldades para se comunicar;
- Esquecer palavras simples;
- Perder vocabulário;
- Não compreender o que os outros dizem;
“Também podem ocorrer mudanças no comportamento, como apatia, perda de interesse pelas pessoas ao redor, impulsividade e desrespeito por normas sociais. A personalidade da pessoa pode se transformar, com atitudes agressivas ou sem filtro, o que causa estranhamento entre amigos e familiares”, declara o Dr. Guilherme Rossoni.
Como conviver com a demência frontotemporal?
A demência como um todo afeta mais de 55 milhões de pessoas no mundo, conforme dados, do ano de 2022, da Organização Mundial de Saúde, a OMS. Por isso, o Dr. Guilherme Rossoni reforça a importância de oferecer um ambiente acolhedor, com rotinas bem estruturadas, atividades prazerosas e apoio constante aos pacientes.
“Mesmo que a memória ou a fala estejam comprometidas, o afeto, o toque e a presença das pessoas queridas continuam fazendo diferença no dia a dia. Em pacientes mais jovens, é essencial também respeitar sua autonomia pelo máximo de tempo possível, e garantir que eles sigam se sentindo úteis e valorizados. O suporte à família é fundamental, já que ela vai desempenhar um papel central nos cuidados”, avalia. Abaixo, o Dr. fala sobre o tratamento.
“Ainda não existe cura, mas há tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e dar suporte à família, que sofre muito também. Podem ser usados medicamentos para controlar alterações de comportamento, terapia fonoaudiológica para melhorar a comunicação, além de acompanhamento com psicólogos e terapeutas ocupacionais, não só o paciente, mas os cuidadores e familiares”, finaliza o neurocirurgião.
Leia mais em: Bruce Willis usou ‘truque’ para seguir atuando após diagnóstico de demência
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