Médica alerta para método contraceptivo de Virginia: ‘Existem contraindicações’

Virginia anunciou o término do casamento com Zé Felipe; a influenciadora já compartilhou detalhes do antigo método anticoncepcional que utilizava

Virginia Fonseca utilizava o Implanon, mas escolheu trocar pelo DIU
Virginia Fonseca utilizava o Implanon, mas escolheu trocar pelo DIU - Foto: Reprodução/Instagram

Virginia Fonseca (26) surpreendeu seus seguidores após o anúncio do fim do casamento com o cantor Zé Felipe (27). Sempre próxima dos seguidores e para além da vida amorosa, a apresentadora do SBT também compartilhou detalhes doImplanon, método contraceptivo que utilizava, mas optou por trocar pelo DIU após não se adaptar. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista e obstetra. 

No final do ano passado, Virginia Fonseca ainda estava com Zé Felipe e utilizava o Implanon, porém optou por trocar e colocar o DIU. À época, a influenciadora que convive com enxaqueca apontou que o método contraceptivo não era recomendado para o seu caso: “Para a minha enxaqueca, ele não é bom, não é recomendado. Então a doutora Thaís perguntou se eu poderia colocar o DIU e eu falei que sim, que seria de boa”, explicou.

Segundo a Dra. Ana Paula Fonseca, especialista no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres, O Implanon é um método anticoncepcional hormonal de longa duração.

“Consiste em um pequeno implante de plástico flexível que é inserido sob a pele do braço, e tem duração de 3 anos”, afirma. A especialista explica o dispositivo e relação com as dores de cabeça relatadas por Virginia. 

“Pode estar associada sim ao anticoncepcional, mas não somente ao implanon.. a qualquer outro tipo hormonal, lembrando que existe uma fase de adaptação (no caso do implanon, de até 6 meses) em que esses sintomas podem desaparecer… isso é individual e depende de organismo para organismo”, avalia.

É seguro, mas exige atenção!

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Implanon é um método contraceptivo altamente eficaz, com uma taxa de falha de apenas 0,05%. A Dra. Ana Paula chama atenção para as contra indicações, mas reforça que é um metódo altamente seguro.

“Como todo método hormonal existem contraindicações formais ao uso do implanon, que incluem aquelas mulheres com histórico de trombose, câncer de mama, doenças hepáticas graves, dentre outras… mas vale lembrar que só pelo fato de não ter estrogênio ele já é um método extremamente seguro, não só com relação a essas comorbidades mas tem também o risco de falha extremamente baixo. Lembrando claro que o acompanhamento médico regular é fundamental”, finaliza a ginecologista

Leia mais em: Médica lista cinco sintomas da doença de Virginia Fonseca: ‘Não tem cura’

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Ana Paula Fonseca (CRM-PA 9027 | RQE 3929) é médica ginecologista e obstetra com sólida atuação em saúde de adolescentes e mulheres. Graduada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2007, concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por 11 anos. Com ampla experiência em instituições renomadas como Unimed Belém, Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, e Hospital Adventista de Belém, a Dra. Ana Paula é referência no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres em um atendimento acolhedor e humanizado. Além da prática clínica, também se dedica ao ensino médico no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).