O bumbum de Virginia Fonseca voltou a chamar a atenção nas redes sociais e levantou dúvidas sobre os procedimentos estéticos que podem modificar o volume e o contorno dos glúteos. Em setembro de 2026, uma estimativa que circulou na web apontou que a influenciadora teria investido mais de 180 mil reais em tratamentos ao longo dos anos. O valor, porém, não foi confirmado por ela. A estimativa foi feita pelo jornal O Globo.
Mas, afinal, quais procedimentos podem causar mudanças nessa região e quais são os limites para alcançar os resultados desejados? Em entrevista à CARAS Brasil, o médico Dr. Nicola Biancardi explica as possibilidades de tratamento, os fatores que influenciam os custos e os riscos que precisam ser considerados antes de qualquer intervenção.
Quais procedimentos podem aumentar o volume dos glúteos?
Segundo o especialista, a escolha das técnicas depende das características de cada paciente e dos objetivos definidos durante a avaliação. Entre as possibilidades estão procedimentos cirúrgicos, tratamentos injetáveis e tecnologias voltadas à qualidade da pele.
“O planejamento pode associar lipoaspiração de áreas vizinhas à enxertia da própria gordura, valorizando o volume e a proporção corporal. Em casos selecionados, próteses também são uma opção. Bioestimuladores e tecnologias podem complementar o tratamento da firmeza e da qualidade da pele, mas não substituem grandes aumentos de volume”, explica Dr. Nicola.
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O médico ressalta que diferentes técnicas têm finalidades distintas e precisam ser indicadas individualmente. Por isso, a combinação de procedimentos não deve ser definida apenas com base em referências estéticas ou resultados exibidos por celebridades.
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É possível ter um bumbum como o de Virginia Fonseca sem cirurgia?
A busca por um contorno semelhante ao de Virginia também levanta dúvidas sobre a possibilidade de alcançar mudanças sem recorrer a procedimentos cirúrgicos. De acordo com Biancardi, tratamentos não cirúrgicos podem contribuir para melhorar alguns aspectos da região, mas não garantem que uma pessoa alcance o resultado de outra.
“É possível melhorar o contorno, a musculatura e a qualidade da pele sem cirurgia, mas não prometer o corpo de outra pessoa. Genética, estrutura óssea e composição corporal influenciam muito o resultado. Também não é possível afirmar quais procedimentos uma pessoa realizou apenas pelas imagens”, esclarece.
Dessa forma, a avaliação individual é fundamental para estabelecer expectativas realistas e identificar quais tratamentos podem ser adequados para cada caso.
Por que um tratamento estético nos glúteos pode custar mais de R$ 180 mil?
O valor estimado para os procedimentos associados à influenciadora também despertou curiosidade sobre os preços praticados no mercado. No entanto, Dr. Nicola Biancardi explica que não é possível avaliar a justificativa de um orçamento sem conhecer os tratamentos incluídos.
“Um orçamento dessa magnitude pode envolver várias sessões, diferentes tecnologias, materiais, honorários e estrutura de atendimento. Sem conhecer o plano, não é possível justificar esse valor. Preço elevado não garante qualidade, e a quantidade de produto nunca deve ultrapassar os limites de segurança”, afirma.
O custo, portanto, precisa ser analisado considerando as técnicas propostas e a necessidade clínica de cada paciente, sem que o valor divulgado nas redes sociais seja interpretado como uma referência fixa.
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Quais são os riscos do preenchimento nos glúteos?
Apesar da procura por mudanças no contorno corporal, os procedimentos estéticos também envolvem riscos. Biancardi alerta que as complicações podem variar conforme a técnica utilizada e o material empregado.
“Os riscos incluem infecção, nódulos, assimetrias e necrose. Dependendo da técnica e do material, podem ocorrer complicações graves, como embolia; na enxertia de gordura, a embolia gordurosa é uma preocupação central. Produtos permanentes podem causar problemas tardios e ser difíceis de remover”, destaca.
O especialista reforça que a segurança deve ser considerada desde a escolha do tratamento até a execução do procedimento. A indicação correta e o respeito aos limites clínicos são fundamentais para reduzir os riscos.
Quanto tempo duram os resultados dos procedimentos?
A duração dos efeitos varia conforme a técnica escolhida. Segundo o médico, tratamentos com produtos absorvíveis e bioestimuladores têm efeitos temporários, e a necessidade de manutenção depende do material utilizado e da resposta individual.
“Na enxertia, parte da gordura é reabsorvida inicialmente; a parcela que se integra pode permanecer por muitos anos. Nenhuma técnica impede as mudanças naturais do corpo”, explica.
O envelhecimento, as alterações de peso e outras mudanças corporais também podem modificar a aparência da região ao longo do tempo.
A quantidade segura de produto
A quantidade utilizada em um procedimento não deve ser estabelecida apenas pelo resultado estético desejado. De acordo com Biancardi, a decisão exige uma avaliação das condições individuais e dos limites de cada técnica.
“A avaliação considera anatomia, qualidade da pele, histórico de saúde e procedimentos anteriores. Nos injetáveis, é fundamental respeitar a região, o volume e as indicações aprovadas para cada produto. Não existe uma quantidade universalmente segura: o objetivo estético precisa caber nos limites clínicos”, afirma.
O médico também explica que gestação, envelhecimento e variações de peso podem comprometer os resultados, alterando o volume, a firmeza da pele e as proporções corporais. Manter o peso estável e adotar hábitos saudáveis pode ajudar na preservação dos efeitos, embora não impeça as mudanças naturais.
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Como escolher um profissional para realizar o procedimento?
Antes de optar por qualquer intervenção, é importante verificar a formação do profissional e as condições em que o tratamento será realizado. Biancardi recomenda conferir o registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área anunciada. Para cirurgias plásticas, é necessário verificar a qualificação nessa especialidade.
“A consulta deve esclarecer indicação, alternativas, riscos e expectativas. O serviço precisa estar autorizado, e os produtos devem ter registro e indicação adequados na Anvisa”, orienta.
Mais do que buscar um resultado semelhante ao de Fonseca, o planejamento deve considerar as características físicas, as condições de saúde e as necessidades de cada pessoa.
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