Sol, praia, piscina e mais tempo ao ar livre fazem parte do verão, mas a mudança de rotina também aumenta a carga de radiação ultravioleta recebida pela pele. E os efeitos dessa exposição não se resumem às manchas que aparecem depois de alguns dias de descuido: no tecido, a radiação favorece processos que aceleram a degradação do colágeno e dificultam sua produção.
É por isso que a preparação da pele para a temporada não deveria ser pensada apenas como questão estética. A fotoproteção tem papel central na saúde cutânea e influencia a resposta e a duração dos resultados de procedimentos dermatológicos.
“A radiação solar (UV) gera espécies reativas de oxigênio, o que chamamos de dano oxidativo, e isso gera processos inflamatórios que vão diretamente aumentar a degradação do colágeno. Ao mesmo tempo, a radiação solar inibe vias de produção do colágeno, ou seja, menos produção e mais degradação, resultando em fotoenvelhecimento”, explica o dermatologista Dr. Nuno Osório (CRM 56771/SP | RQE 39656), da Clínica de Dermatologia Nuno Osório. Segundo ele, esse processo pode se manifestar clinicamente como afinamento da pele, flacidez, rugas e perda de elasticidade.
O que o sol faz com o colágeno
Para entender o fotoenvelhecimento, é preciso olhar para o que acontece dentro do tecido. O colágeno é uma das principais proteínas estruturais da pele e está relacionado à sua sustentação. Com o passar do tempo, sua produção naturalmente sofre alterações; a exposição ultravioleta acrescenta outro fator a essa equação.
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Os raios ultravioleta A e B participam de mecanismos diferentes. “O UVA aumenta o estresse oxidativo nos fibroblastos, células de sustentação da pele, enquanto o UVB atua principalmente sobre os queratinócitos, células que revestem a pele”, explica o dermatologista Dr. Emerson Vicente Alves (CRM 87096/SP | RQE 38907).
Entre as consequências está a diminuição da produção de colágeno, principalmente do tipo I, pelos fibroblastos, processo que pode contribuir para a redução da espessura da pele, além de alterações vasculares e manchas decorrentes da ação da radiação sobre os melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento. Em outras palavras, não se trata só de “queimar” a pele. A exposição solar acumulada interfere na própria estrutura cutânea.

Quanto do envelhecimento vem do sol?
Não há um percentual único válido para todo mundo. “O envelhecimento facial é uma combinação de diversos fatores, entre eles genética, tabagismo, exposição solar, poluição e hábitos de vida. Não existem estudos suficientes e robustos que avaliem exatamente a quantidade de envelhecimento que podemos atribuir ao sol, mas, dentre os fatores modificáveis, ele é com certeza o mais significativo”, afirma Nuno.
Fotoproteção também é parte do tratamento
A proteção solar costuma aparecer associada à prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento, mas sua importância também se estende ao período de realização de procedimentos dermatológicos.
“Os procedimentos dermatológicos tendem a ter resultados melhores e mais duradouros quando associados a uma boa fotoproteção. Ou seja, tratar é importante, mas proteger a pele é a base para preservar e potencializar esses resultados”, explica Nuno.
O cuidado ganha ainda mais importância quando o procedimento envolve uma agressão controlada da pele: em peelings e lasers para manchas ou rejuvenescimento, por exemplo, a exposição solar sem proteção adequada depois da intervenção pode favorecer a hiperpigmentação pós-inflamatória.
Emerson reforça o mesmo princípio: realizar um procedimento em uma pele menos submetida ao dano solar cria melhores condições para a resposta e para a durabilidade do resultado. “Evitar a exposição solar, com fotoproteção adequada, proporcionará resultados mais duradouros”, afirma.
Isso não significa que o tratamento deixe de fazer sentido para quem ainda não tem hábitos perfeitos de proteção — vale a pena tratar a pele de qualquer forma. Mas, para Nuno, a fotoproteção deveria ocupar o primeiro lugar na rotina por uma razão que vai além da estética.
Os erros mais comuns no verão
“Esquecer da reaplicação após exposição prolongada, após suor ou contato com água; aplicar uma quantidade inadequada, pouco protetor solar, e proteger apenas o rosto e esquecer áreas como pescoço, colo, orelhas e mãos são os principais problemas”, lista Nuno.
Ou seja, um dia inteiro na praia exige atenção contínua, principalmente diante de suor e contato com água. O rosto não deve ser tratado como a única área relevante. Pescoço, colo, orelhas e mãos também ficam expostos e podem apresentar sinais de fotoenvelhecimento ao longo do tempo.
Dá para tratar a pele e continuar se expondo ao sol?
Sim, mas as duas coisas não são equivalentes. “O resultado será melhor e prolongado quando realizamos a fotoproteção correta”, afirma Emerson. “Tratar é importante, mas proteger a pele é a base para preservar e potencializar esses resultados”, completa Nuno.
Esse ponto é especialmente relevante quando se fala em tecnologias voltadas ao estímulo de colágeno, como o LinearZ. O tratamento atua sobre processos do próprio tecido; a fotoproteção ajuda a reduzir a exposição a um dos principais fatores externos associados à degradação dessas mesmas estruturas. Uma estratégia não substitui a outra.

E onde entra o estímulo de colágeno?
Quando o assunto é estimular estruturas de sustentação da pele, tecnologias como o ultrassom micro e macrofocado trabalham com a capacidade de resposta do próprio tecido.
Com o tempo, a estrutura que sustenta a pele perde firmeza. O ultrassom micro e macrofocado concentra energia em camadas profundas da pele. Esse estímulo leva o organismo a produzir colágeno novo, que contribui gradualmente para a sustentação da pele na região tratada.
O resultado é gradual e acompanha a produção de colágeno novo. Ele varia de pessoa para pessoa e não é permanente. A manutenção é definida pelo médico. O resultado depende da avaliação médica e da resposta de cada pessoa.
Vale reforçar: nenhum tratamento de estímulo de colágeno funciona como proteção contra a radiação ultravioleta. A tecnologia faz parte de uma estratégia de cuidado da pele, mas não substitui protetor solar, roupas adequadas, sombra e outros hábitos de fotoproteção. A indicação, a região tratada, a profundidade e o número de sessões são definidos pelo médico, após avaliação da pele, do histórico de saúde e do objetivo de cada pessoa. A Jeisys Medical fornece a tecnologia, não indica profissionais e não realiza atendimento.
O verão começa antes da praia
Quando a exposição solar aumenta, a prevenção não deveria começar apenas no primeiro dia de férias. Cuidar da pele deve ser um hábito contínuo, e o verão torna essa disciplina ainda mais importante.
Ao mesmo tempo, procedimentos destinados ao estímulo de colágeno têm seu próprio tempo biológico. Por isso, a lógica do cuidado não é escolher entre tratar ou proteger, mas entender que cada frente cumpre uma função diferente: proteger reduz a carga de dano contínuo; tratar, quando há indicação, trabalha alterações já presentes e estimula respostas do tecido. A combinação das duas pode fazer parte de um planejamento dermatológico mais consistente.
“A fotoproteção deveria estar em primeiro lugar pois não é só uma questão estética: é fundamental para a saúde da pele, ajudando a prevenir câncer de pele e o fotoenvelhecimento”, resume Nuno.
Converse com um médico e saiba se o tratamento com o LinearZ é indicado para você. Em www.descubralinearz.com.br, você localiza clínicas que possuem o equipamento original.
Os dermatologistas Nuno Osório e Emerson Vicente Alves participaram desta matéria a convite da Jeisys Medical Brasil, com finalidade educativa e sem remuneração.
Referências:
1. Oh S, Rhee DY, Batsukh S, Son KH, Byun K. High-Intensity Focused Ultrasound Increases Collagen and Elastin Fiber Synthesis by Modulating Caveolin-1 in Aging Skin. Cells. 2023;12(18):2275. doi:10.3390/cells12182275. 2. Song JK, Park Y, Oh EJ, Kato M, Yi KH, Baek SO. Clinical Efficacy and Safety of Shallow-Dermal Linear HIFU for Fine-Wrinkle Reduction in Asian Skin. J Craniofac Surg. 2026;00(00):000–000. doi:10.1097/SCS.0000000000012744
LinearZ (Ultrassom micro e macrofocado) é um dispositivo médico fabricado pela Jeisys Medical Inc. e registrado na ANVISA sob o nº 80117589109 por Emergo Brazil. Disponível em clínicas de medicina estética. Recomenda-se consulta com médico para avaliação e diagnóstico antes do tratamento. Os resultados variam de pessoa para pessoa. Contraindicações e informações de segurança em https://descubralinearz.com.br/informacoes-de-seguranca/.
Esse texto é um conteúdo patrocinado, de responsabilidade exclusiva da Jeisys Medical Brasil e não reflete necessariamente a opinião dessa publicação.
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