É comum imaginar que a rotina na televisão envolve apenas fama e luxo. No entanto, uma jovem de 27 anos mostra que a realidade nos bastidores pode ser bem diferente. Longe de buscar uma conta bancária milionária, ela divide seu tempo entre os roteiros de gravação e os cálculos complexos de uma faculdade de exatas.
Durante a crise sanitária global, em vez de focar apenas no próprio bem-estar, ela usou sua facilidade com os números para dar aulas de matemática de forma voluntária para alunos com dificuldades no ensino a distância. Além disso, a estudante de engenharia manteve o hábito prático de usar o metrô para ir aos estúdios, provando que a exposição na mídia não mudou sua forma de ver o mundo.
A dona dessa rotina que mistura arte, solidariedade e transporte público é Giovanna Coimbra. Conhecida pelos telespectadores após interpretar a jogadora de basquete Gabriela na novela Bom Sucesso (2019) e a personagem bíblica Diná em Gênesis (2021), a atriz carioca construiu uma carreira com objetivos muito bem definidos.
Das quadras para a televisão
Nascida no Rio de Janeiro, a artista começou sua trajetória no esporte. Entre os 11 e os 15 anos, jogou basquete pelo time do Botafogo. Mais tarde, ao entrar para o curso de Engenharia Civil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), também passou a integrar a equipe esportiva da instituição.
A estreia na TV ocorreu em 2019, ganhando espaço no horário das sete logo em seguida. Na trama de Bom Sucesso, sua personagem sofreu um acidente grave na reta final, ficando entre a vida e a morte, o que gerou comoção no público. Apesar da projeção, ela decidiu não abandonar os livros. Em entrevista à revista GQ, explicou a decisão de seguir na faculdade: “Como venho de uma família humilde, meus pais sempre reforçavam a questão de buscar múltiplas possibilidades pra ter uma estabilidade financeira”.
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Pé no chão e longe do luxo
A visão de carreira de Giovanna é direta e sem deslumbramentos. Enquanto algumas pessoas buscam a atuação pelo retorno financeiro, ela tem outras metas. Falando à GQ, a artista foi clara sobre suas finanças: “O que eu quero é trabalhar com o que eu gosto, ajudar os meus pais e a minha família […] e também causar, de alguma forma, impactos positivos na vida de outras pessoas“. Ela declarou abertamente que enriquecer não é uma de suas ambições.
Seu foco sempre esteve no trabalho diário. “Acima de tudo, sempre priorizei o prazer pelo processo, tanto do estudo da interpretação quanto nas cenas. Não foquei no resultado“, pontuou à publicação.
Saúde mental e ensino
O ritmo de gravações sofreu uma pausa com a pandemia. Em conversa com a revista Quem, a atriz revelou que o período serviu para cuidar da mente e adotar novos hábitos de bem-estar. “Aprendi a meditar verdadeiramente, o que se tornou um hábito”, relatou.
Foi nesse contexto que ela decidiu auxiliar estudantes com o aprendizado remoto. Giovanna reduziu a carga horária na faculdade, migrando posteriormente para a Engenharia Ambiental, e doou seu tempo. “Comecei a dar atenção a questões que eu nem pensaria antes, como projetos para auxílio de estudantes”, disse à Quem. Além do ensino, ela adota práticas ecológicas diárias, como andar com o próprio copo para evitar o descarte de plástico.
Foco na atuação internacional
Hoje, aos 27 anos, as ciências exatas dividem espaço com um objetivo maior. Após viver papéis intensos na tela, a atuação segue como a grande prioridade profissional. À Quem, ela garantiu que todos os seus esforços estão voltados para a arte.
“Meu foco é a minha carreira de atriz”, afirmou. Para isso, tem investido na fluência de idiomas para abrir portas em outros países. “Tenho me dedicado ainda mais ao inglês, desenvolvendo a conversação voltada pra interpretação. Tenho muita vontade de expandir a minha carreira internacionalmente“, concluiu.
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