Médico alerta para câncer enfrentado por Fabiana Justus: ‘Pode acontecer em qualquer idade’
A influenciadora digital Fabiana Justus desabafou sobre sua batalha contra o câncer e relembrou o transplante de medula óssea

Fabiana Justus abriu o jogo sobre como foi o primeiro contato com seu doador de medula óssea. Ela foi diagnosticada com Leucemia Mielóide Aguda (LMA) no início de 2024 e precisou passar por um transplante.
Hoje, a filha de Roberto Justus está totalmente recuperada e o câncer em remissão, ou seja, não são mais detectados sinais da doença (ou os sintomas diminuíram/desapareceram), indicando que o tratamento foi bem-sucedido. Fabiana relembrou o transplante.
“Um ano do transplante eu posso mandar uma carta anônima. Eles me deixaram escrever seis linhas. O que você escreve em seis linhas para a pessoa que salvou a sua vida. Eu escrevi que graças a ele [o doador], eu estou vendo os meus três filhos crescerem. Que vou ser eternamente grata e que não vejo a hora de poder pessoalmente agradecê-lo”, contou.
O que diz o oncologista?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame, que explica este diagnóstico.
Segundo o Dr. Jorge Abissamra, a leucemia mielóide aguda (LMA) é um tipo de câncer do sangue e da medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas. “Na LMA, ocorre uma alteração genética nas células imaturas da medula, chamadas ‘blastos’, que deveriam se transformar em glóbulos brancos saudáveis. Em vez disso, essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada e não funcionam adequadamente, comprometendo a produção normal do sangue”, declara.
Quais os sinais?
Os sinais geralmente estão ligados à queda na produção das células sanguíneas normais:
- Anemia: cansaço, palidez, falta de ar;
- Plaquetas baixas: sangramentos fáceis, manchas roxas na pele sem motivo aparente;
- Glóbulos brancos alterados: maior risco de infecções, febre persistente;
- Outros sintomas incluem perda de apetite, perda de peso e dores ósseas.
Dados que chamam a atenção
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de casos novos de leucemia para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 11.540 casos. O Dr. Jorge Abissamra esclarece e aponta qual a relação com a idade.
“A LMA pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum em pacientes acima dos 60 anos. Em pessoas mais jovens, costuma estar associada a fatores genéticos”, diz.
Tratamento
O oncologista avalia que cada caso é individual e exige acompanhamento com um especialista, mas responde sobre o tratamento, apontando que geralmente envolve quimioterapia intensiva para eliminar as células doentes e permitir a recuperação da medula óssea.
“Em muitos casos, após a quimioterapia, pode ser indicado o transplante de medula óssea, especialmente em pacientes mais jovens ou com maior risco de recaída. Nos últimos anos, surgiram também terapias-alvo e imunoterapias, que têm ampliado as opções e melhorado as chances de resposta em pacientes mais idosos ou que não toleram quimioterapia agressiva”, finaliza o oncologista ao analisar casos como da influenciadora.
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CONFIRA UMA PUBLICAÇÃO DA INFLUENCIADORA FABIANA JUSTUS NAS REDES SOCIAIS FALANDO SOBRE O DIAGNÓSTICO:
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