Atriz que comprou mansão de R$ 9 milhões já revelou como venceu a depressão: ‘Aprendi a enxergar…
Trabalho no cinema impactou profundamente atriz renomada na televisão; entenda

Ao longo de décadas na televisão brasileira, Deborah Secco (46) acumulou uma lista extensa de trabalhos em novelas, com personagens que marcaram diferentes fases de sua trajetória. Mais recentemente, porém, a atriz tem desacelerado a presença nas tramas televisivas, priorizando o tempo com a família e direcionando sua carreira para projetos no cinema.
Como resultado da trajetória construída na televisão, ela investiu na compra de uma mansão avaliada em cerca de R$ 9 milhões em Orlando. Em entrevista à revista CARAS, na época em que protagonizou Judite no filme Boa Sorte, a famosa contou sobre como sua personagem lidou com a morte. Na trama, ela é uma soropositiva e dependente química em estado terminal, internada em uma clínica psiquiátrica.

Trama que marcou sua vida
Secco contou que Judite não teve medo do fim, mas fez a atriz questionar bastante. “Teve uma fase em que fiquei bem depressiva, achando que não valia a pena tanto sofrimento para, no fundo, nada. Em meu laboratório, me lembro de uma menina de 12 anos soropositiva. Disse que ela iria para o céu, um lugar especial. Ela respondeu: ‘De verdade, de verdade, não sei, ninguém sabe. De verdade, se tiver outra vida, não sei se vai ser legal como essa. De verdade, o que sei é que gosto de bolo de chocolate com brigadeiro. Você traz para mim?’”, começou a artista, relembrando os bastidores.
“Levava toda semana porque, de verdade, de verdade, a gente não sabe por que está aqui. E isso me deixou deprimida. Foram quatro meses, com algumas internações nesse período”, concluiu Secco, ao falar de forma sincera sobre o impacto que o trabalho teve em sua vida.
Motivo da depressão
O efeito do longa foi tão profundo que a atriz enfrentou um quadro de depressão que se estendeu por quatro meses, um período desafiador, mas que também serviu como ponto de reflexão e crescimento pessoal. A perda da personagem foi um dos motivos do seu quadro clínico.
“Foi como se eu tivesse perdido metade de mim, minha melhor parte. Minha vida voltou a ser chata sem ela. Você vive aquele mundo e, de repente, volta para sua casa que não é tão interessante assim. Sua vida não é um filme, não tem trilha sonora nem planos incríveis e mirabolantes. Então, é muito difícil desapegar de tipos tão arrebatadores. Essa despedida é cruel. Mas o tempo é senhor de muitas coisas. Uma delas é fazer o que é muito grande ficar menor. Mostra que as dores são curáveis”, explicou a famosa, à revista.

Superação
Questionada sobre como venceu a depressão, ela contou que teve fé e aprendeu a cultivar o desapego ao que não tem valor. “Porque estou viva, estou aqui. Acho que não tenho que questionar e ser feliz com o que me é dado agora, neste instante. Sou pessoa de fé, acredito que de fato tem algo a mais. Estou aqui para evoluir. Creio que amanhã posso ser melhor do que sou hoje”, disse.
“Aprendi a enxergar meus defeitos, a trabalhá-los da melhor maneira possível, a cultivar o desapego à matéria, ao que realmente não tem valor. E me apegar ao que vale, ao amor”, falou ainda, explicando na sequência qual lição ficou de tudo.
“Aprendi que certas frases que pareciam clichês são muito reais, como entender que a vida é algo maior. Precisamos estimular o amor de uma forma geral. Por isso, tento executar pequenos gestos diariamente. Dar um sorriso, um abraço apertado, estender a mão, olhar no olho, coisas que as pessoas sentem falta e mostram o interesse pelo outro”, concluiu a atriz.
