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Aos 44, Paris Hilton abre mansão de R$ 350 milhões e revela sobre maternidade: ‘Mudou minha vida’

Em entrevista exclusiva à Revista CARAS, Paris Hilton detalha seu documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual e revela o que ama no Brasil

Foto: Kevin Ostajweski, Nino Muñoz e Getty Images
Paris Hilton | Foto: Kevin Ostajweski, Nino Muñoz e Getty Images

No topo das colinas mais exclusivas de Beverly Hills, na Califórnia, a Revista CARAS foi convidada a entrar no santuário privado de uma das maiores personalidades da cultura pop mundial. Em sua mansão avaliada em cerca de 350 milhões de reais, Paris Hilton (44) recebeu CARAS para um encontro especial e uma entrevista reveladora. Um detalhe na porta de entrada já dita o tom da visita: para pisar no território mágico da estrela, a regra é clara e charmosa: é preciso vestir protetores cor-de-rosa nos sapatos.

Pela casa, muitas fotos estampam as paredes da mansão e pelo pátio estão “estacionados” os minicarros de seus filhos, Phoenix (3) e London (2). A eterna it girl transformou a fama em um império global e agora decidiu contar a própria versão de sua história. No documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual, que acaba de chegar aos cinemas brasileiros, ela revisita feridas antigas, como o vazamento criminoso de um vídeo íntimo, os abusos que sofreu e as cicatrizes deixadas pela exposição midiática.

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Agora, ela quer mostrar como transformou vulnerabilidade em força e contar a própria versão de sua vida. Prestes a completar 45 anos, casada com o empresário Carter Reum (44) desde 2021 e mãe de dois filhos gerados por barriga de aluguel, a herdeira da rede de hotéis vive o auge de sua reinvenção e fez questão de começar a conversa exaltando o amor pelo nosso País. “Eu amo muito o Brasil. As pessoas são incríveis, são tão lindas, tão amáveis e muito divertidas“, define ela.


Qual sua melhor lembrança do Brasil?
Amei estar em SP para a Fashion Week e desfilar. Fui ao carnaval e me diverti muito. As pessoas são tão cheias de vida, lindas, por dentro e por fora; realmente celebram a vida. Quando eu vou lá, eu me sinto em casa.

Você também gosta de Florianópolis!
Amo Florianópolis. Esse lugar é tão legal. Foi um dos meus locais favoritos como DJ. Sempre digo para meus amigos que eles devem ir para lá por ser um local de festas divertidas.

O que te deu coragem para compartilhar tantas partes da tua vida no documentário?
Sinto que passei por tantas coisas na minha vida e isso me tornou forte. Agora, sinto o poder de ser real, vulnerável e verdadeira. Este filme serviu como cura e terapia para mim. Estou animada e mal posso esperar para que meus fãs o vejam. É também uma carta de amor para eles, porque eles são a razão de eu fazer o que faço.

O que mais te surpreendeu ao fazer este documentário?
Apenas olhando para trás e relembrando, percebi que nunca me dei crédito pelo que sobrevivi e tive que passar. Isso leva alguém a ficar forte. Especialmente com tudo o que tive que lidar no início dos anos 2000. Porque a mídia era tão cruel com as mulheres. Foi um momento difícil na minha vida. Então, olho para trás e só penso naquela garota jovem e no que ela estava passando, fico triste pensando no que passei. Mas também saber que isso nunca aconteceria ou não seria aceito nos dias de hoje, e que as garotas não terão que passar por isso como eu e tantas outras passamos, essa é a parte boa.

Olhar para sua história e refletir sobre ela mudou a maneira como você se vê hoje?
Agora me sinto orgulhosa da mulher que sou, do impacto que tive na vida das pessoas por meio da minha música, do meu trabalho como ativista, de tudo que eu faço.

Hoje, o que a música significa para você?
Sei que nasci para fazer isso. Amo poder criar espaços seguros para as pessoas. Elas podem vir aos meus eventos, shows e sentir esse amor, sentirem-se livres para vestir o que quiserem, dançar como quiserem, se divertirem e estarem cercadas por uma comunidade, dos meus Hiltons, de todos os meus fãs que são lindos por dentro e por fora. Eles são cheios de amor e luz. E também toda a comunidade de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) me apoia tanto, porque eu amo todos eles e quero empoderá-los. Quero que este seja o superpoder deles, quero mostrar que não é algo ruim.

Ser mãe influenciou na maneira como você contou a sua história?
Ser mãe mudou a minha vida de tantas maneiras; me fez perceber o que é mais importante na vida: a família. Meus filhos são tudo para mim. Mostraram como a vida é preciosa e como você tem que aproveitar os momentos.

Qual sonho ainda não realizou?
Sempre faço desejos quando são 11h11min. Mas outro dia estava falando com meu marido e disse: ‘Nem sei mais o que desejar’. Porque sinto que todos os meus sonhos e desejos já se tornaram realidade. Só quero continuar fazendo o que estou fazendo e usar a minha voz e minha plataforma para fazer a diferença para os outros. Até agora consegui mudar 15 leis estaduais e passei dois projetos de leis federais para proteger crianças. Vou continuar fazendo esse trabalho de ativismo e em uma escala global, porque essas crianças não têm voz. Posso ser essa voz e um brilho de luz na escuridão.

Se você pudesse planejar o dia perfeito de Paris Hilton no Brasil, o que você faria?
Eu quero fazer um show no Brasil. Eu quero voltar a Florianópolis, fazer uma festa do Infinite Icon, ter todo mundo vestido de rosa, dançar, tudo com muita diversão. 

 

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