Aos 35, atriz tem 20 anos de carreira e se entrega à nova aventura: ‘Me encontrei’
Em entrevista à Revista CARAS, atriz reforça a importância das novelas verticais e celebra retorno à TV Globo

Na TV desde os 10 anos, Yana Sardenberg (35) já fez de tudo um pouco. Foi criança entrevistadora no programa Gente Inocente, da TV Globo, apresentadora do infantil TV Globinho, fez novelas como Floribella, na Band, Apocalipse, na RecordTV, e a série De Volta aos 15, da Netflix. Agora, a atriz se aventura nas novelas verticais —na frente e por trás das câmeras.
“Foi o meu start na direção, o bichinho me picou. Eu já entendia muito de set de filmagem, por conta da minha trajetória no audiovisual, e amei dirigir. Realmente me encontrei nas verticais“, diz ela. Depois de estrear no formato em De Volta ao Jogo, novela do aplicativo Reelshort, a atriz começou a investir nesse universo.
As mais recentes foram Chefe, a Nova Estagiária Parece Ser a Sua Esposa, primeiro projeto vertical original do TikTok Brasil, que teve direção assinada por ela e já alcançou mais de 100 milhões de views, além de Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário, novelinha do Globoplay na qual vive a vilã Samantha.
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“Foi simbólico ter voltado para a TV Globo nas verticais, um mercado em que estou sendo pioneira“, avalia a carioca, preparando-se para dirigir mais uma produção ainda este mês e com outra agendada para março. “Não é uma tendência, é uma realidade, tanto que a Globo começou a fazer. Passarinho que chega cedo bebe água fresca e isso é muito real. Quando fui convidada para atuar na primeira, fui porque queria iniciar uma coisa nova“, recorda.
Para Yana, o formato veio para ficar. “Está todo mundo conhecendo e entendendo como fazer. Tudo que é novo chama atenção. E está todo mundo no celular hoje. Antigamente, a gente assistia à novela no sofá, hoje em dia você pode ver em qualquer lugar. Então, acho que a praticidade favoreceu muito“, acredita.
Para ela, além de as produções serem bem-feitas, são ótimas oportunidades para atores que estão em busca de oportunidades. “Sou muito positiva em relação a tudo isso. A linguagem é direta, é um público que consome um conteúdo um pouco mais rápido. Também acho que não é para todo mundo, tem que continuar estudando, tem que saber fazer, porque a vertical é inteira o ator, é a cara dele, o figurino e um bom áudio. Se você não tem isso, você fica péssimo no vídeo“, explica a também produtora executiva, que passou a receber vários pedidos de emprego e pretende, inclusive, abrir portas para atores iniciantes.
A agora diretora exalta a importância de ocupar um espaço como esse. “Tem acontecido um movimento de equipes e diretoras mulheres, acho demais. Fiquei com medo de não conseguir controlar 70, 60 pessoas num set. Mas aprendi muito sobre como me posicionar. Tive que me impor. Tenho 1,59 m, ainda sou loira, branca. Eu sei que fico em desvantagem, mas vamos aos poucos. A gente tem que estar sempre ligada, porque sendo mulher a batalha é até o fim. Eu sou super-humilde em falar que estou começando na direção. Dei um grande passo, mas sei que tenho muito chão pela frente“, pondera ela, que está no mercado há mais de 20 anos e, apesar das mudanças, não pretende parar de atuar.
“Estou chegando a lugares que ainda não tinha chegado como profissional. Como atriz, já vivi bastante coisa, mas tem coisas que ainda quero viver. Não posso deixar minha atriz de lado, porque foi ela quem me fez chegar até aqui“, diz a carioca, que após encarar dificuldades na carreira, vive a sua melhor fase. “Foram muitas crises, mas agora tenho me sentido mais potente no sentido de conseguir fazer o que quero, de conseguir fazer um projeto sem depender de uma aprovação de alguém. Isso me deu um gás“, finaliza.
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