Geovanna Tominaga mira em novos horizontes: ‘Não vejo a hora de descobrir o que mais vem por aí’
Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Geovanna Tominaga fala sobre novo projeto na carreira, possível retorno à TV e maternidade

A jornalista Geovanna Tominaga (45), que é ex-apresentadora do Vídeo Show e da TV Globinho, está radiante com o lançamento do seu podcast Conversas Maternas Podcast, um espaço dedicado para abordar temas como maternidade, parentalidade consciente e desenvolvimento infantil.
Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a apresentadora fala sobre seu novo podcast, maternidade, afastamento da TV e revela como lida com a maturidade. Geovanna Tominaga começou a carreira muito jovem e esteve a frente de diversos programas na Globo, como o extinto TV Globinho e Video Show.
A apresentadora entrega existir vontade de retornas às telinhas, mas atualmente está focada na maternidade e atribuições como empresária. Geovanna Tominaga confessa priorizar voltar em projetos focados para o público infantil.
“Eu cresci na Tv e amo o audiovisual. Então, vontade eu sempre terei. Mas hoje, busco projetos que estejam mais alinhados com o meu propósito e que caibam na minha nova rotina de mãe e empresária. Adoraria poder colaborar com um projeto voltado para as crianças novamente, por exemplo”, declara.
Um trabalho importante, mas quase invisível
O Conversas Maternas já existe desde 2020 quando Geovanna Tominaga resolveu fazer lives no Instagram com mães e especialistas do desenvolvimento infantil. Porém, a jornalista sentiu necessidade em levar informações para outras mulheres sobre a rotina da maternidade.
“Quando eu engravidei, busquei muita informação sobre esse universo e não encontrei quase nada. Sentia que faltava espaço para tratar desses assuntos tão essenciais de maneira que as mulheres se identificassem, que não houvesse tabus e que trouxesse o olhar de quem realmente vive a maternidade #real e #possível”, confessa.

Abaixo, confira trechos editados da conversa de Geovanna Tominaga à CARAS Brasil.
Como surgiu a ideia do Conversas Maternas?
– Esse projeto nasceu da minha vontade de levar informação segura às mães que me seguiam e tinham muitas dúvidas e medos como eu. O projeto se tornou um portal que abriga conteúdos sobre esse universo e agora estamos levando tudo isso para o formato Podcast.
Qual a importância de abordar estes temas em um podcast?
– Não dá para negar que o trabalho de uma mãe é primordial na sociedade, mas é quase invisível. Então, poder ter um espaço onde as pautas sejam voltadas para discutir esses assuntos de forma leve e acolhedora é um presente para mim e para muitas mães carentes de informação.
Sua trajetória na TV começou muito cedo, como é amadurecer em frente às câmeras?
– Acho que é muito bacana ter um público que cresce com você e torce pelo seu sucesso. Eu comecei a minha carreira trabalhando num programa infantil, depois apresentei programas para crianças, jovens e adultos. Esse público cresceu comigo e agora consomem o meu conteúdo para pais porque muitos já tiveram filhos. Acho que é uma relação de confiança que se estabelece e se fortalece ao longo dos anos.
Hoje em dia, muito se debate sobre oportunidades no audiovisual para artistas com ascendência asiática, como vê este cenário?
– Acho que estamos muito melhor do que quando eu comecei a minha carreira. Eu não me sentia representada por ninguém na TV. Quando eu deixei de ser angeliquete e comecei a trabalhar como atriz, os papéis para orientais nas produções eram quase inexistentes, e quando tinha, eram muito caricatos. Hoje, já vejo uma abertura de olhar para a diversidade real com artistas amarelos em muitas produções brasileiras.
Em que pontos o audiovisual ainda precisa avançar para proporcionar oportunidade para estes artistas?
– Não adianta apenas estarmos lá, o trabalho agora é conquistar a qualidade dessas posições. Quero ver mulheres amarelas cada vez mais ganhando destaque, como protagonistas de histórias que tenham conexão com a realidade e não apenas ocupando um posto na cota da diversidade, só para constar.
Como está esta fase da sua vida, principalmente após os 45 anos?
– Desafiadora! Com alguns sintomas de uma menopausa precoce, mas feliz.(rs) Sinto que vivi cada fase da minha vida da melhor forma possível e sou muito feliz com tudo o que conquistei profissionalmente e pessoalmente também. A maternidade transforma nosso olhar para o mundo e isso trouxe uma vontade de buscar cada vez mais propósito em tudo o que vou fazer daqui pra frente.
Quais são os seus próximos projetos?
– Eu acabei de lançar mais um livro infantil na Bienal do Rio, estou finalizando um outro para mães e não vejo a hora de descobrir o que mais vem por ai.
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