Marcel Octavio revela sobre estrelar versão espanhola de O Rei Leão: ‘Crescimento’
Sendo Scar no Brasil e Espanha, o ator falou sobre estar em O Rei Leão e contou tudo sobre a carreira para a CARAS Brasil

Marcel Octavio (37) está em cartaz fora do país em O Rei Leão. O musical já é um sucesso no Brasil e em todos os lugares que passa. Ele dá vida ao principal antagonista da trama, o leão Scar, assim como aconteceu em sua temporada mais recente por aqui. Em conversa com a CARAS Brasil, ele contou tudo sobre atuar em outra língua e fazer sucesso num musical amado e conhecido por sua versão cinematográfica da Disney.
Com 18 anos de carreira, ele também é dublador, tendo sido voz de personagens em Echo; As Marvels; Branca de Neve e mais. Nos palcos do Brasil, foi Tom Jobim no musical que passou por São Paulo e Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio DID como melhor ator em 2020 pelo trabalho em Assassinato para Dois. Leia a entrevista completa abaixo!
Após brilhar como Tom Jobim nos palcos brasileiros, agora você encara o desafio de viver o icônico Scar no “Rei Leão” em Madri, assim como viveu ele no Brasil. Como está sendo se preparar para esse papel em outro país?
“Está sendo uma aventura transformadora. O Scar já tinha me marcado muito no Brasil, mas agora, em outro idioma e em outro país, o processo ganhou novas camadas. Precisei reaprender algumas intenções, entender a cultura do povo espanhol, mas acima de tudo, tem sido uma oportunidade de crescimento não só como ator, mas como pessoa — mudar de país com minha família, ver meu filho com uma oportunidade de aprender uma nova língua aqui, viver uma outra cultura, tudo isso dá um sentido ainda maior ao trabalho.”
Você tem uma trajetória impressionante em musicais e também em dublagem. Existe alguma diferença na forma como você se conecta com o público nesses dois universos?
“No palco, a conexão acontece no momento, olho no olho, respiração com respiração, numa troca muito direta. Já na dublagem, eu preciso criar essa conexão na minha interpretação: eu empresto minha voz para que o público sinta emoção por meio da tela. São linguagens diferentes, mas que se alimentam. A dublagem me ensinou a ser preciso com a voz, e o teatro me ensina todos os dias a buscar verdade nos meus personagens.”
Com tantos talentos — ator, cantor, músico e até cineasta — qual dessas facetas você sente que melhor traduz a sua essência artística?
“Não consigo eleger, todas são partes do meu ser. Acho que uma palavra que me define é contador de histórias. Seja cantando, atuando, dublando, escrevendo ou tocando, o que me move é contar histórias que emocionem, que façam pensar, que transformem as pessoas, que fiquem na memória das pessoas. Essa é a essência que guia tudo que eu faço.”
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