A transição para uma economia de baixo carbono começa a transformar não apenas a maneira como as empresas lidam com questões ambientais, mas também como enxergam investimentos e geração de valor. Em um mercado cada vez mais atento ao alto volume de emissões de gases de efeito estufa, a descarbonização deixa de ser apenas uma pauta ambiental e passa a representar uma oportunidade econômica para companhias capazes de incorporar a sustentabilidade à estratégia de negócios.
Créditos de carbono de alta integridade, fazem parte desse movimento. Gerados a partir de projetos que evitam, reduzem ou removem emissões, eles podem integrar estratégias corporativas de compensação e, ao mesmo tempo, movimentar uma cadeia que envolve além de projetos ambientais, a bioeconomia e projetos sociais amplamente verificados e auditados por organismos internacionais.
A tecnologia entra com muito vigor nesta pauta, pois o volume de investimentos em infraestrutura passa a enxergar na economia de baixo carbono um movimento de posicionamento e oportunidades para novos modelos de negócios.
“Estamos falando de um mercado que une impacto socioambiental e oportunidade econômica. Quando um projeto é estruturado corretamente, ele pode gerar benefícios ambientais mensuráveis e, ao mesmo tempo, criar valor financeiro para os diferentes agentes envolvidos”, explica Junior Orosco, CEO da Fortune Investment e especialista em investimentos sustentáveis e ativos ambientais.
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Para as empresas, a participação nesse mercado vai além da compensação de emissões. A descarbonização pode contribuir para estratégias de eficiência, gestão de riscos, posicionamento competitivo e acesso a uma economia que tende a ganhar cada vez mais relevância. Transformar uma iniciativa sustentável, porém, em um ativo econômico exige conhecimento técnico, planejamento e estrutura.
É nesse cenário que atua o FIAGRO (Fortune Carbon Removal Fund), veículo de investimento climático, lastreado em créditos de carbono de alta integridade e já performados. Considerado um instrumento sofisticado e pioneiro no Brasil foi estruturado pela Fortune Investment e lançado ao mercado na COP 30 Amazonia em parceria com a B3 e Bolsa de Singapura.
“ O papel do Grupo Fortune é estruturar os processos de geração de valor financeiro e socio ambiental , nosso Fundo de Créditos de Carbono Performados resume todo este processo, pois conecta o projetos de geração de créditos de carbono de todo os continentes aos relatórios de impacto climático dos Investidores, garantindo governança, resultados mensurais e auditáveis de forma transparente e rentável. Com este veículo de investimento climático iremos alterar a disposição da rúbrica de sustentabilidade nos balanços contábeis das companhias que investem conosco, a preservação ambiental e os projetos sociais não estarão mais lançados como despesas e sim como receita, que ao nosso ver garante a permanência estratégica da tese de investimentos”, afirma Orosco.

Com sua biodiversidade, extensão territorial e potencial para projetos de conservação, restauração e remoção de carbono, o Brasil ocupa uma posição estratégica nessa nova economia. A combinação entre recursos naturais e disponibilidade territorial para desenvolver projetos ambientais coloca o país diante de uma oportunidade única de consolidar sua posição estratégica na economia verde global.
Nesse cenário, sustentabilidade e finanças tendem a caminhar cada vez mais próximas. Para as empresas que souberem se posicionar, a descarbonização pode deixar de representar apenas uma resposta às demandas ambientais e se consolidar como uma nova frente de geração de valor.
“O Brasil tem uma oportunidade muito grande de consolidar sua posição estratégica neste mercado, o planeta ainda respira em função da nossa atividade de preservação que é muito superior à dos países mais desenvolvidos, portanto é necessário que possamos ser recompensados por manter o planeta vivo, o instrumento de recompensa é o Crédito de Carbono, que acompanhado de estrutura financeira, governança e critérios técnicos fecham todas as lacunas para colocar o PIB verde do Brasil como uma das nossas maiores fontes de receita empresarial e governamental” , afirma Orosco.
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