Os bastidores da família real britânica continuam a render revelações surpreendentes, mesmo décadas após a trágica morte da princesa Diana. Uma nova biografia focada nas figuras femininas que moldaram a monarquia traz à tona um detalhe inédito e curioso sobre a adolescência de Lady Di: muito antes de se casar com o atual rei Charles III, ela nutria uma paixão platônica por outro membro da realeza.

De acordo com o livro Divide and Rule: Royal Women and Their Battles (Dividir para Governar: Mulheres da Realeza e Suas Batalhas), escrito pela autora Catherine Mayer, a jovem Diana Spencer nutriu um sentimento platônico.

Os cartões anônimos de Dia dos Namorados

Em um trecho da obra antecipado pela revista PEOPLE, a escritora detalha que esse sentimento juvenil fazia com que Diana seguisse uma tradição romântica e ultra-secreta durante os anos de escola. Abalizada por relatos de uma amiga de infância da falecida princesa, a publicação revela que, todos os anos, até completar seus 15 ou 16 anos, Diana enviava cartões anônimos de Dia dos Namorados para Andrew.

“Se Diana não percebeu que Charles era incapaz de lhe dar o amor que ela desejava, certamente não ajudou o fato de que esse amor era uma ficção – uma versão moderna do amor cortês. Antes mesmo de conhecer seu futuro marido, ela desenvolveu uma paixão à distância por um dos irmãos dele”, detalha a autora. “A amiga da escola conta que, todos os anos, até Diana completar quinze ou dezesseis anos, ela enviava um cartão de Dia dos Namorados para Andrew, anonimamente, é claro.”

Para a autora, a descoberta reforça como a visão de Diana sobre a realeza e o casamento era alimentada por idealizações muito antes de ela, de fato, ingressar na monarquia. Em entrevista à imprensa britânica, Mayer confessou que a informação foi uma completa surpresa durante as investigações para o livro, tratando-se de um fato totalmente novo para o público.

Andrew e Rei Charles III - Foto: Getty Images
Andrew e Rei Charles III – Foto: Getty Images

Essa proximidade com os príncipes não era por acaso. Diana cresceu no mesmo círculo da realeza; ela nasceu em Park House, dentro da propriedade real de Sandringham, e sua família tinha laços históricos com a coroa — sua avó materna, inclusive, foi dama de companhia da Rainha Mãe.

Cupido real e o destino dos casais

A ironia do destino é que, anos após enviar as cartas secretas, a vida de Diana se entrelaçou com a de Charles de forma indireta por meio de sua irmã mais velha, Sarah Spencer, que namorou o herdeiro do trono no fim dos anos 1970. Foi Sarah quem apresentou o futuro casal em 1977.

Após se casar com Charles e se tornar a princesa de Gales, Diana acabou assumindo o papel de “cupido” para o próprio Andrew. Foi ela quem insistiu para que sua amiga de infância, Sarah Ferguson (conhecida como Fergie), desse uma chance ao príncipe, elogiando a beleza do cunhado.

 

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O desfecho dessas histórias, no entanto, seguiu rumos paralelos e conturbados. Tanto Diana quanto Sarah anunciaram a separação de seus respectivos maridos no mesmo ano, em 1992. A esposa do então herdeiro do trono faleceu em 1997 durante um acidente automobilístico em Paris.

Já o príncipe Andrew enfrentou um forte escrutínio público devido às suas conexões com Jeffrey Epstein (acusações que ele sempre negou), culminando na perda oficial de seus títulos reais e funções públicas no final de 2025. Na mesma esteira, Sarah Ferguson deixou de usar o título de duquesa.

Além do passado de Lady Di, o livro lançado neste mês de junho promete cruzar as trajetórias e as complexas dinâmicas de poder de outras mulheres cruciais da Coroa, como a rainha Camilla, Kate Middleton, Meghan Markle e a falecida rainha Elizabeth II.