Para manter a tradição e evitar imprevistos de saúde durante compromissos oficiais, a realeza britânica segue regras rígidas de alimentação. O Rei Charles (77) e o Príncipe William (44) viajam o mundo rotineiramente, mas cortam ingredientes específicos de seus cardápios diários.

Uma reportagem da revista Hello revelou os itens banidos das refeições no palácio. As regras vão desde a proibição absoluta do alho até o bloqueio preventivo de frutos do mar.

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Risco de intoxicação e segurança alimentar

O ex-mordomo real Grant Harrold (48) explicou ao jornal Daily Express o motivo da proibição de mariscos e crustáceos na dieta da família. Ele destacou o perigo de consumir ostras ou camarões, que podem acumular bactérias da água.

A recomendação de Harrold estabelece um padrão rigoroso de prevenção. Ele declarou: “Ao fazer refeições, a Família Real precisa ter cuidado com frutos do mar devido ao risco de intoxicação. Normalmente, você não encontrará isso no cardápio real.

O ex-funcionário justificou a medida adotada pelos cozinheiros. “Não queremos que um membro da Família Real tenha uma reação grave de intoxicação alimentar, especialmente se estiverem em uma viagem oficial ao exterior.

A regra de segurança também se aplica a carnes cruas ou malpassadas. O ex-chef real Darren McGrady (64) revelou que a Princesa Diana evitava carne vermelha diante de convidados, abrindo exceção apenas para o cordeiro.

Durante compromissos internacionais, a família evita consumir água da torneira pelo mesmo receio de adoecer. A realeza bebe apenas água engarrafada britânica. A marca favorita é a Hildon, que possui certificação oficial da coroa.

Etiqueta pública e bem-estar animal

O alho fica de fora das cozinhas reais devido à agenda cheia de encontros com o público. A Rainha Camilla (79) confirmou a restrição em 2018, durante o programa MasterChef Australia.

Ao responder sobre os alimentos proibidos, ela foi direta. “Detesto dizer isso, mas o alho. Alho é algo que não entra de jeito nenhum.

Comidas muito apimentadas também sofrem restrições em eventos oficiais para prevenir problemas digestivos e transpiração excessiva. A regra muda no ambiente doméstico, onde a Princesa de Gales costuma preparar refeições picantes.

Ela relatou uma conversa com o marido sobre o preparo do prato. “É muito difícil preparar curry para a família, no entanto. As crianças comem uma porção sem pimenta, a sua é de nível médio“. Kate completou: “E eu gosto bem picante.

A mãe também notou o paladar da Princesa Charlotte (11) para especiarias fortes. Ela elogiou a filha durante o mesmo relato: “A Charlotte lida muito bem com a pimenta.

O monarca atual baniu o foie gras das residências reais, incluindo o Palácio de Buckingham, por questões ligadas aos direitos dos animais. Em 2008, ele assinou uma carta aberta para confirmar a decisão ética.

O rei detalhou a instrução dada aos funcionários. “Eu só queria tranquilizá-los de que o Príncipe de Gales tem uma política de que seus chefs não devem comprar foie gras.

Hábitos pessoais e controle de energia

O açúcar refinado não costuma acompanhar o tradicional chá britânico nos palácios. O Rei Charles prefere adoçar a bebida com mel produzido em suas próprias colmeias na propriedade de Highgrove House.

Ele também recusa chocolates e prefere sobremesas naturais. O chef McGrady detalhou o gosto do rei ao afirmar que “Charles prefere opções com frutas“. O cozinheiro listou os pratos favoritos: “Ele preferia muito mais um bolo de laranja e azeite de oliva ou um pão de banana.“A falecida Rainha Elizabeth II (96) mantinha sua própria disciplina alimentar. Ao comer sozinha, ela cortava carboidratos ricos em amido, como massas, pães e batatas.

A monarca priorizava peixes ou frangos grelhados acompanhados de legumes frescos. A dieta leve ajudava a manter os níveis de energia equilibrados durante os longos dias de compromissos da coroa britânica.