A Rainha Elizabeth II (1926-2022) tomou uma atitude considerada incomum para os padrões da monarquia britânica após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Pouco depois da tragédia, a então monarca autorizou que o hino nacional americano, The Star-Spangled Banner, fosse executado durante a tradicional Troca da Guarda no Palácio de Buckingham.

De acordo com matéria publicada na HELLO Magazine, a decisão da realeza representou uma quebra de tradição, pois a cerimônia normalmente é marcada por músicas militares e repertório ligado ao Reino Unido. Na ocasião, porém, Elizabeth quis demonstrar solidariedade ao povo americano em um dos momentos mais traumáticos da história recente dos Estados Unidos. A apresentação ocorreu apenas dois dias após os ataques.

Atitude da Rainha Elizabeth emocionou o povo britânico

A execução do hino nacional dos Estados Unidos reuniu milhares de pessoas diante do Palácio de Buckingham, incluindo os americanos que estavam no Reino Unido naquele período. Segundo relatos da época, parte do público se emocionou com a homenagem, enquanto outras pessoas choravam e cantavam o hino. Também houve um minuto de silêncio em respeito às vítimas.

O gesto chamou a atenção do público justamente por fugir do protocolo habitual da monarquia. A presença de um hino estrangeiro na Troca da Guarda, sem que houvesse uma visita oficial de Estado acontecendo naquele momento, foi descrita como uma atitude sem precedentes.

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Rainha também participou de homenagem em catedral

Outra atitude da realeza que surpreendeu os britânicos e norte-americanos foi quando ela prestou um serviço religioso na Catedral de São Paulo, em Londres, em memória das vítimas dos ataques. Ao lado do marido, o príncipe Philip (1921-2021), e do filho, então príncipe Charles, a rainha participou da cerimônia que reuniu cerca de 1.500 pessoas.

Durante o evento, o The Star-Spangled Banner também foi cantado. Elizabeth foi fotografada emocionada durante a homenagem, em um momento que reforçou a mensagem de solidariedade entre Reino Unido e Estados Unidos.

A atitude da monarca se tornou um dos gestos mais lembrados de sua relação com os Estados Unidos após o 11 de setembro. Anos depois, a tradição de homenagear as vítimas com o hino americano voltou a aparecer em ocasiões relacionadas à data, inclusive em 2021, quando a rainha autorizou uma apresentação especial do The Star-Spangled Banner durante uma cerimônia da Guarda em Windsor.

O que aconteceu em 11 de setembro de 2001?

Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvo de uma série de ataques terroristas coordenados. Dezenove integrantes da organização extremista Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, na Virgínia.

O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Os ataques provocaram a morte de quase 3 mil pessoas e levaram ao colapso das Torres Gêmeas. O episódio marcou profundamente a história dos Estados Unidos e teve consequências políticas e militares que se estenderam por anos, incluindo o início da chamada Guerra ao Terror.

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