Em entrevista ao programa Caras Business, a primeira-dama de Sorocaba, Sirlange Manga revisitou a trajetória e analisou os desafios da Administração Municipal. A primeira-dama detalha sua trajetória da área de Comunicação para a gestão pública, destacando seu papel estratégico no planejamento de projetos e no fortalecimento do Fundo Social de Solidariedade.

Segundo ela, a articulação entre a prefeitura e a comunidade permitiu a criação de programas socioeconômicos de grande alcance regional. A campanha A Fome Não é Fake mobilizou igrejas, empresários e voluntários para arrecadar e distribuir cestas básicas nas áreas de maior vulnerabilidade.

“Nós unimos com todas essas entidades para fazer entregas de cestas básicas nas comunidades. Isso gerou um clima solidário e começamos a levar a ideia para outras cidades da região. Logo, o Governo do Estado começou a seguir na mesma linha do que nós estávamos fazendo. Daí pra frente, não paramos mais: lançamos o Mercado Solidário e a Loja Solidária”

A atuação resultou na criação da Secretaria da Mulher, que passou a abrigar cursos de capacitação técnica em parceria com o Sebrae. A estrutura busca oferecer autonomia financeira para mulheres em situação de vulnerabilidade e mães solo, reduzindo os índices de violência doméstica na região.

“Entendemos que a mulher precisa dessa autonomia. Assim, ela não admite uma violência doméstica dentro de casa e consegue sair desse ciclo”. 

A pasta também lançou um programa voltado para os cuidados com a saúde física, mental e hormonal de mulheres acima dos 40 anos. Além dessas ações, a prefeitura conquistou a implantação de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira para centralizar os serviços de acolhimento e proteção na cidade.

Projetos na gestão pública motivam pré-candidatura ao Congresso Nacional

O trabalho na administração municipal motivou a decisão de disputar uma vaga como deputada federal nas próximas eleições. A pré-candidata explicou que os municípios ficam com apenas 15% dos impostos arrecadados, enquanto o restante dos recursos segue para a União e para o governo do estado de São Paulo. A falta de verbas diretas sobrecarrega o atendimento em áreas essenciais como a saúde, atrasando o repasse de medicamentos e a liberação de leitos hospitalares. Ela defende uma representação regional mais forte em Brasília para garantir o retorno desses investimentos para o interior paulista.

A pré-candidata alertou sobre os riscos que existem quando a população vota em parlamentares sem vínculo direto com os municípios da região. Por fim, reforçou que pretende utilizar a experiência adquirida no setor social para buscar recursos federais e fortalecer a estrutura de atendimento dos prefeitos da região.