O cansaço persistente, a dificuldade para emagrecer, o sono irregular e a baixa disposição nem sempre encontram explicação imediata nos exames. Para o médico Guilherme Mussi Paschoalino, esses sinais precisam ser analisados dentro do contexto de vida de cada paciente. É a partir dessa visão que ele desenvolve uma prática voltada ao metabolismo, à performance e à promoção da saúde, priorizando uma avaliação individualizada e mudanças sustentáveis de hábitos.
Natural de Araraquara, no interior de São Paulo, Guilherme cresceu próximo ao universo da medicina e encontrou na profissão a oportunidade de unir conhecimento técnico e cuidado com as pessoas. Hoje, acompanha pacientes que buscam melhorar a qualidade de vida, controlar o peso, recuperar energia e alcançar mais equilíbrio físico e metabólico.
A escolha pela medicina
O interesse pela medicina surgiu ainda na infância, quando acompanhava visitas hospitalares e observava de perto a rotina da profissão. Com o tempo, a admiração deu lugar à certeza de que queria seguir o mesmo caminho.
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“Nunca foi uma escolha forçada. Eu poderia seguir qualquer profissão, mas fui me encantando pela medicina. Quando chegou o momento de decidir, percebi que não me via em outra área”, relembra.
Em sua prática clínica, Guilherme acredita que o tratamento começa antes de qualquer prescrição. A consulta passa pela escuta da rotina, dos hábitos e das dificuldades enfrentadas por cada paciente, permitindo compreender fatores que muitas vezes não aparecem apenas nos exames.
“A gente precisa cuidar da saúde para não ter que cuidar apenas da doença no futuro. Sono, hidratação, alimentação e atividade física parecem pilares simples, mas interferem profundamente na disposição, na autoestima e na qualidade de vida”, afirma.

Hábitos que sustentam a saúde
Grande parte dos pacientes chega ao consultório em busca de resultados rápidos, especialmente quando o objetivo é emagrecer, recuperar disposição ou melhorar a performance. Para Guilherme, porém, mudanças consistentes exigem tempo e continuidade.
Segundo ele, ganho de peso, sedentarismo e perda de energia costumam ser consequências de hábitos construídos ao longo dos anos. Da mesma forma, a recuperação também depende de um processo gradual, baseado em metas possíveis de serem mantidas.
“Todo mundo quer uma resposta rápida, mas o corpo não muda de forma consistente sem continuidade. O mais importante é manter constância nos hábitos, na alimentação e na atividade física. O processo precisa caber na vida do paciente”, explica.
O médico também reforça que não existem fórmulas universais. Mesmo quando duas pessoas apresentam objetivos semelhantes, fatores como histórico clínico, rotina, exames e estilo de vida fazem com que o tratamento precise ser individualizado.
Metabolismo e tecnologia com responsabilidade
Na avaliação de Guilherme, o peso corporal representa apenas uma parte da análise. A composição corporal, a preservação da massa muscular e os indicadores metabólicos oferecem informações mais completas sobre a saúde do paciente.
“O peso é apenas um número. Uma pessoa pode estar dentro de uma faixa considerada normal e, ainda assim, apresentar percentual de gordura elevado. Emagrecer com saúde é reduzir gordura, preservar massa muscular e melhorar o conjunto”, destaca.
Os avanços da medicina, incluindo novos medicamentos para obesidade e recursos tecnológicos de avaliação corporal, também fazem parte da rotina do consultório. Ainda assim, o especialista ressalta que essas ferramentas precisam estar associadas a uma avaliação criteriosa.
“A medicação pode ajudar em casos selecionados, mas não substitui mudança de estilo de vida. O objetivo é que o paciente não desista no meio do caminho e consiga sustentar hábitos mais saudáveis”, afirma.
Queixas como baixa disposição, dificuldade para ganhar massa muscular, sono ruim e perda de desempenho também fazem parte dos atendimentos. Para o médico, esses sintomas nem sempre estão relacionados a alterações hormonais e exigem uma investigação ampla, que considere alimentação, hidratação, deficiência de vitaminas, sedentarismo e estresse.
“A gente olha o paciente como um todo. Às vezes, a falta de energia passa por sono, hidratação, sedentarismo ou deficiência de vitaminas. Em outros casos, pode haver alteração hormonal. O importante é investigar antes de concluir”, explica.
Um cuidado pensado para o futuro
Entre os próximos passos da carreira, Guilherme pretende criar uma clínica multidisciplinar, reunindo atendimento médico, nutricional, psicológico, fisioterapêutico e profissionais voltados à atividade física. A proposta é oferecer um cuidado integrado, capaz de acompanhar o paciente em diferentes etapas da mudança de hábitos.
Para ele, a medicina deve ir além do tratamento de sintomas e atuar como uma ferramenta de prevenção e promoção da saúde. Essa visão também orienta a relação construída com os pacientes, muitos deles marcados por tentativas frustradas de emagrecimento ou pela dificuldade de retomar o cuidado com o próprio corpo.
Ao longo da trajetória, Guilherme reforça que pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo costumam produzir resultados mais consistentes do que soluções imediatas. Em sua visão, informação, acompanhamento e constância são os pilares para uma vida mais saudável.
“A medicina me ensina que a gente não deve desistir de quem está cuidando. Seja dentro de casa, seja com a família, seja com o paciente, não podemos desistir do outro”, conclui.
CRM: 184410/SP
Instagram: @dr.guipaschoalino

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