Um soteropolitano caindo de paraquedas no universo do sertanejo do Centro-Oeste. Esse é Evaldo Macarrão (35), que roubou a cena como o divertido Bará, de Coração Acelerado, trama global das 7. Filho do percussionista e sambista baiano Edvaldo do Repique, Macarrão carrega a música dentro de si em todos os seus projetos e não perdeu a essência da capital baiana, Salvador, nem mesmo na trama que narrou o agro. Pai da pequena Júlia (7), em entrevista exclusiva à CARAS, o ator celebra o carinho do público e reflete sobre a família e carreira.

– Qual a importância da música na sua trajetória e como isso se imprimiu em uma novela tão musical como Coração Acelerado?
– A música na minha vida é e sempre foi de extrema importância, principalmente por ser filho de um dos grandes percussionistas do samba em Salvador. Papai tocava repique de mão e com isso me colocava em sua vivência não só no samba, mas da música em geral. Além disso, Salvador é uma cidade totalmente musical e isso me influenciou e influencia muito no meu processo artístico. Com a novela, não foi diferente. Resgatei memórias das minhas idas na casa de minha tia e madrinha lá em Salvador e logo lembrei de algumas tardes que passávamos juntos ouvindo Roberta Miranda, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel.

– Seu personagem, Bará, flertou bastante com o lado do humor. Quais os desafios de fazer rir? Como é cair no gosto do público?
– É preciso encontrar o equilíbrio do humor. Nem muito contido e nem muito exagerado. A minha arte é feita para o público, não só para mim… é feita para o povo! Estou muito feliz e emocionado com os retornos que estou tendo. Muita gente me parando, mandando mensagens agradecendo pela alegria com a minha performance na novela. Tive retorno de pessoas falando que salvei o dia delas. Tudo isso me contemplou e, ao mesmo tempo, me fez pensar sobre a importância da minha arte e do humor em nossas casas, na nossa vida, para que a gente não perca de vista a possibilidade de sermos muito felizes sempre!

– Qual a importância de carregar a herança cultural de Salvador na sua arte?
– É o que me faz ser o que sou de melhor como pessoa e artista. Salvador me ensinou a ser dedicado, a ter disciplina e muito respeito ao meu ofício, com a minha arte. Sigo no caminho firme de honrar os meus ancestrais que abriram caminhos para que eu pudesse passar e me tornar Evaldo Macarrão. Assim como também os meus descendentes que represento e ao mesmo tempo convoco para a possibilidade de estudar, se fortalecer e ocupar novos espaços!

– Como se tornar pai o transformou como ator?
– Ser ainda mais dedicado ao ofício! Eu nunca trabalhei só para mim, para favorecer o meu ego, só pagar as minhas contas. Já muito cedo, com o teatro, lá em Salvador, tentava ajudar nas despesas de casa. Depois de colocar no mundo uma ‘ser humaninha’ essa responsabilidade aumentou um pouco mais e agora entendo que trabalho também para ela, para minha filhota! Que também me avalia e supervisiona o meu trabalho, ou seja, dedicação total!

– Quais são os planos para depois da novela?
– Matar um pouco a saudade da família que é grande lá na Bahia, descansar um pouquinho, organizar algumas coisinhas da vida por lá e já me preparar para o próximo trabalho, que ainda está em vista para se confirmar.

– Qual sonho e meta ainda espera realizar? A qual lugar quer chegar na carreira?
– Viver ainda mais dignamente com a minha arte e expandir no mundo! Ter ainda mais oportunidades e viajar por esse mundo afora fazendo o que sei fazer de melhor: atuar!