Além de sua trajetória na dramaturgia brasileira, Beth Goulart (65) também faz questão de usar sua voz para discutir temas sociais. 

Durante uma visita ao Museu da Língua Portuguesa com a CARAS, em São Paulo, a atriz refletiu sobre injustiça, violência contra a mulher e educação. 

Questionada sobre o que a faz perder a calma, Beth foi direta. “Injustiça. Não aguento injustiça.”

Para a artista, indignar-se diante de situações de violência é uma atitude necessária e faz parte do compromisso de qualquer cidadão.

“Acho bom você sair da casinha. É humano. A capacidade de indignação é importante no ser humano. Você tem que se manifestar quando vê uma injustiça sendo feita. Você não pode aceitar que uma violência aconteça na sua frente e não faça nada”, afirmou.

 

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Educação como caminho para a mudança

Ao falar sobre os desafios enfrentados pela sociedade brasileira, Beth destacou a violência contra a mulher como uma das questões que mais a preocupam.

“Não dá para aceitar, por exemplo, a violência contra a mulher. Estamos passando por um momento muito grave, que precisa ser modificado no Brasil”, declarou.

Na avaliação da atriz, a transformação começa ainda na infância, por meio da educação e da construção de novas referências para as futuras gerações.

“Nós precisamos educar as crianças, educar os meninos com outro conceito de realidade, de sociedade. Tem que tirar alguns conceitos machistas que foram projetados em todos nós”, defendeu.

Para Beth, rever esses padrões é um passo fundamental para reduzir a violência e construir relações mais respeitosas e igualitárias.

Ao longo da conversa, a atriz reforçou que acredita no poder da conscientização e da responsabilidade coletiva para promover mudanças, defendendo que enfrentar injustiças não deve ser uma escolha, mas um compromisso de toda a sociedade.

Confira a entrevista completa no canal do YouTube:

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