De sonho adiado a realização plena: Renata Salatini rompe barreiras no agro e tem trajetória inspiradora
Renata Salatini fala sobre trajetória de luta e sucesso no campo

Nem sempre os grandes sonhos se realizam no tempo que nós imaginamos. Para Renata Salatini (48), a paixão pelo campo nasceu cedo, no sítio dos avós, mas só se tornou uma realidade anos depois, em 2010, quando assumiu a fazenda da família. “Eu queria ser agrônoma, mas a vida tomou outros rumos. Até que um imprevisto me levou para a fazenda e ali reencontrei minha grande paixão”, relembra ela.
Atualmente, Renata está à frente de uma propriedade em Paragominas, no Pará, e gerencia a produção de soja, milho, sorgo, gergelim e pecuária, além de atuar como palestrante, mentora e negociadora de insumos agrícolas. “Eu entendi que a fazenda também é uma empresa, assim como tantas outras em diferen tes segmentos. A diferença é que os desafios do campo são muito mais complexos”, avalia ela.
Sair do mundo corporativo para ingressar no agro exigiu preparo emocional, já que o setor ainda era majoritariamente masculino. “A mulher precisa provar o tempo todo que é capaz para ser respeitada. Comigo não foi diferente: precisei ser firme, sem perder a leveza, e mostrar resultados”, conta Renata, que mantém uma rotina intensa, mas busca manter o equilíbrio com a vida em família.
“Planejamento e disciplina são fundamentais para estar presente, mesmo à distância. Agora, com a chegada do meu primeiro neto, tudo ganha ainda mais sentido”, entrega ela, mãe da jovem Maria Júlia (30).
Como uma das grandes representantes no agro, Renata também leva sua experiência para outras mulheres do setor. “Ser mulher não é desvantagem. É força, resiliência, visão sistêmica. Aprender é fundamental”, diz.



