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Pesquisadora brasileira Mariangela Hungria entra na lista de 100 mais influentes do mundo

Trabalho no agro ultrapassa fronteiras e garante relevância global do Brasil

Mariangela Hungria

Natural da cidade de São Paulo e criada no interior do estado, em Itapetinga, a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria (68) foi eleita uma das personalidades mais influentes do mundo em 2026 por renomada publicação americana. Seu nome figurou na categoria Pioneiros graças às suas pesquisas na área de insumos biológicos dentro da agricultura. “É inacreditável. Ainda não caiu a ficha diante disso. É o reconhecimento de estar entre as pessoas mais influentes do mundo. É um grande orgulho de ser reconhecida pela pesquisa brasileira, especialmente por esse tema de uso de biológicos na agricultura, substituindo os químicos”, comemorou a engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária, reconhecida mundialmente por seu trabalho na área.

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O foco da pesquisa de Mariangela é justamente a substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por micro-organismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio, a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. “O reconhecimento é a percepção de que o mundo considera isso importante. Ter alimentos mais saudáveis, promover a saúde do solo, com menos resíduos químicos, no conceito de saúde única. Esse reconhecimento não é só a alegria por ter sido reconhecida, como também pode ajudar a divulgar ainda mais essa nossa bandeira, da qual o Brasil é líder mundial e que eu quero que seja cada vez mais”, apontou a pesquisadora, formada pela USP e com doutorado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, além de ter passagens pelas Universidades de Cornell e da Califórnia.