‘Vontade de…’: Taís Araujo expõe segredo sobre casamento com Lázaro Ramos: onde isso leva?

Declaração de Taís Araujo reacende curiosidade sobre casamento com Lázaro Ramos; especialista explica o que realmente está por trás da situação

Taís Araujo e Lázaro Ramos - Foto: Instagram

Depois de Taís Araujo afirmar que o sucesso de seus 21 anos de casamento com Lázaro Ramos vem da admiração, do respeito e, principalmente, da “vontade de estar junto”, a CARAS Brasil conversou com a sexóloga Bárbara Bastos para entender, do ponto de vista da sexualidade, como esses elementos realmente sustentam relações longas, vivas e cheias de intimidade.

A especialista detalha como o flerte, a conexão emocional e o sexo, de maneira natural e sem pressão, se tornam pilares da longevidade amorosa.

Conexão, flerte e presença

Perguntamos a Bárbara quais são, afinal, os pilares de um relacionamento saudável ao longo dos anos. A resposta começa por um ponto crucial: a conexão.

“O que eu vejo como essencial é trabalhar a conexão do casal, a conexão sexual e o sexo em si. E quando eu falo conexão de casal, é porque, com o tempo, muitos casais acabam se tornando mais amigos do que parceiros românticos.”

Segundo ela, muitos pares continuam companheiros, mas deixam de se enxergar como duas pessoas que se desejam e isso abre espaço para desconforto e distância.

“Falar sobre sexo pode se tornar desconfortável, gerar constrangimento, às vezes até brigas. E é aí que mora o perigo.”

Bárbara diz que relacionamento não se sustenta sozinho, precisa ser regado diariamente, mesmo nas fases desafiadoras: “Conexão de casal é beijo, é carinho de verdade, é flerte. E o flerte é algo que muita gente esquece com o tempo.”

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E reforça: “A conexão sexual vem desses beijos mais intensos, desses toques que não necessariamente levam ao sexo, mas que despertam o corpo e criam intimidade. E, por fim, o sexo em si. Ele precisa acontecer, precisa existir na rotina.”

A qualidade importa mais que quantidade, e quando o sexo desaparece, a desconexão emocional costuma aparecer junto.

Como manter o desejo vivo no casamento?

Sobre a ideia de que a paixão sempre diminui com o tempo, a sexóloga explica que existe um caminho natural e saudável da intensidade inicial para um amor mais sólido.

“Eu vejo a paixão inicial como aquele fogo vibrante, intenso, quase arrebatador. Já o amor maduro é diferente. Ele é um amor que também passa pela escolha.”

Esse amor mais consciente é construído com respeito, presença e parceria e não precisa ser menos quente: “Um amor maduro saudável ainda tem sentimento, tem carinho, tem desejo. Mas ele é sustentado por escolhas conscientes.”

E é totalmente possível manter a intimidade ativa, desde que ela seja cultivada continuamente: “A intimidade não se mantém sozinha — ela exige esforço, dedicação e atenção diária. E não falo só da intimidade na cama, mas da intimidade emocional, que começa fora dela.”

Flechas de desejo começam nas pequenas atitudes: “É o interesse genuíno, o olhar no olho, o ‘como foi o seu dia?’ perguntado de verdade. O sexo é a consequência de uma relação viva.”

Como o casal pode atravessar essa fase sem perder a conexão?

Taís Araujo já afirmou publicamente que a maternidade transformou sua vida profundamente e Bárbara Bastos explica como isso afeta o relacionamento.

A sexóloga é direta: “Você está cansada, então é natural que não queira transar, porque vai querer dormir. Isso é simples e muito real.”

O pós-parto traz alterações físicas, emocionais e hormonais, e o bebê se torna prioridade absoluta: “O cansaço afeta diretamente o desejo sexual. O corpo está se recuperando, os hormônios ainda estão desregulados, o emocional está sensível.”

Mas ela reforça: essa fase passa: “O bebê vai crescendo, ganhando mais autonomia e independência, e o casal vai se ajustando novamente. Só que, para isso acontecer de forma saudável, é essencial manter a comunicação aberta.”

Para Bárbara, o perigo maior está no silêncio: “Se o casal não fala sobre o que está acontecendo, o distanciamento só aumenta.”

E finaliza lembrando que essa etapa também tem sua beleza: “O vínculo de casal pode e deve continuar existindo, mas ele precisa ser cuidado com paciência, respeito e verdade.”

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Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX; especialista em Terapia Cognitiva Sexual; pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Child Behavior Institute of Miami (Estados Unidos), co-fundadora da Désir Atelier e designer de produto pela PUC-Rio.