Médico alerta sobre câncer em casos como o de filha de Tiago Leifert: ‘Mutação’
Lua, filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin, recebeu o diagnóstico de câncer ocular em 2021; o Dr. Jorge Abissamra explica sobre a doença

Tiago Leifert (45) e Daiana Garbin (42) são pais de Lua (4). O casal revelou, em 2021, que a pequena enfrentou um retinoblastoma ocular. Recentemente, o apresentador brincou sobre o crescimento dela: “Ela está terrível a minha pequenininha. Está levando a vida normal de uma criança de quatro anos… terrível!”. Vozes ativa na luta contra a doença, eles sempre buscam a conscientização da importância dos exames que detectam o tumor. O oncologista Jorge Abissamra explicou e alertou para este tipo de câncer.
Como ocorre?
O retinoblastoma é um câncer que ocorre com mais frequência em crianças antes dos cinco anos. É raro e corresponde até 3% dos tumores infantis, segundo dados do A.C. Camargo. O Dr. Jorge explica: “Ele se origina na retina, a camada sensível à luz localizada no fundo do olho, responsável por transformar estímulos luminosos em sinais para o cérebro. Esse tumor ocorre devido a mutações no gene RB1, que normalmente controla a multiplicação celular. Quando o gene não funciona corretamente, as células da retina crescem de forma descontrolada, formando o tumor. Ele pode aparecer em um olho (unilateral) ou em ambos (bilateral), sendo que a forma bilateral costuma estar associada a herança genética.”
Quais os sintomas do retinoblastoma?
O oncologista alerta: “É importante destacar que, por se tratar de uma doença na infância, muitas vezes os pais percebem primeiro mudanças na aparência dos olhos da criança”. Abaixo, o médico especialista lista os sintomas mais comuns:
- Leucocoria (“reflexo branco” na pupila, semelhante ao “olho de gato” em fotos com flash).
- Estrabismo (olhos desalinhados).
- Vermelhidão persistente ou dor nos olhos.
- Baixa visão ou perda visual.
- Aumento do globo ocular em casos mais avançados.
Para a prevenção, o Dr. Jorge explica que, por se tratar se um tumor que nasce de uma mutação genética, não há uma regra a ser seguida. No entanto, existem alguns cuidados para se atentar:
- Histórico familiar: “crianças com casos de retinoblastoma na família devem realizar exames oftalmológicos precoces e periódicos”;
- Exames de rotina: “avaliação oftalmológica ainda no primeiro ano de vida, principalmente em crianças de risco”;
- Atenção aos sinais visuais: “pais devem observar reflexos anormais nos olhos e procurar atendimento médico ao menor sinal suspeito.”
Ele acrescenta: “No caso de forma hereditária, pode-se realizar aconselhamento genético e acompanhamento desde o nascimento.”
Como é o tratamento do retinoblastoma?
O tratamento é situacional, ou seja, depende de alguns fatores, como o local do tumor, se acomete apenas um ou os dois olhos e a presença de metástases, segundo Abissamra. “O objetivo sempre é salvar a vida da criança, seguido de preservar o olho e a visão quando possível”, explica o oncologista. Os tratamentos disponíveis são:
- Quimioterapia sistêmica ou intra-arterial: “para reduzir o tumor e permitir tratamentos locais”;
- Terapias locais: “laser, crioterapia (congelamento do tumor) ou braquiterapia (radiação direcionada)”;
- Radioterapia externa: “hoje ela é menos usada devido aos efeitos colaterais, mas ainda é uma opção”;
- Cirurgia (enucleação): “retirada do olho acometido em casos avançados, quando não é possível preservar a visão ou há risco de vida”.
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