Médica sobre quadro de Jair Bolsonaro: ‘Objetivo da cirurgia é retirar completamente’
Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, solicitou autorização ao ministro do Supremo para a realização de um pequeno procedimento; entenda o quadro

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, solicitou autorização ao ministro do STF Alexandre de Moraes para uma saída temporária com a finalidade de realizar um procedimento de retirada de múltiplas lesões na pele.
O procedimento está previsto para domingo, 14, em regime ambulatorial, com previsão de alta ainda no mesmo dia. Segundo informações da CBN, os advogados do ex-presidente fizeram a solicitação na segunda-feira, 8, e anexaram um relatório médico do médico que o acompanha.
O documento menciona duas Classificações Estatísticas Internacionais de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CIDs): “nevo melanocítico do tronco” e “neoplasia de comportamento incerto ou desconhecido da pele”.
O portal de notícias G1 informou Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira, 10, o ex-presidente Jair Bolsonaro a realizar procedimento médico em um hospital particular de Brasília no próximo domingo.
O que diz a dermatologista?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Giana Campoi, médica dermatologista com mais de 20 anos de experiência, referência em dermatologia clínica e estética. Ela esclarece sobre o assunto.
“O nevo melanocítico, conhecido popularmente como pinta, é uma lesão comum da pele que pode aparecer em diferentes regiões do corpo, como tronco, braços e face. As pintas podem ter comportamentos usuais, que são as pintas benignas e não se reproduzindo de forma irregular ou um comportamento atípico, que é quando ele acaba multiplicando suas células de maneira incorreta e acaba virando um pré-câncer de pele”, declara.
Quando se preocupar?
Segundo a dermatologista, o nevo melanocítico em si não é uma cirurgia, mas sim uma condição da pele. A remoção cirúrgica pode ser indicada quando a pinta apresenta características atípicas como formato irregular, crescimento acelerado, mudança de cor ou outros sinais suspeitos, que sugerem risco de malignidade.
“Nessas situações, o objetivo da cirurgia é retirar completamente a lesão para prevenimos a evolução para um câncer de pele”, finaliza a dermatologista ao explicar casos como do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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