Karoline Lima e Léo Pereira oficializaram mais um capítulo da relação. Depois de confirmarem a reconciliação durante a Copa do Mundo, os dois anunciaram o noivado em 13 de julho, por meio de um ensaio romântico com referências ao xadrez e alianças nas mãos. A novidade reacendeu uma pergunta comum entre casais que vivem separações e retornos: o que precisa mudar para que uma nova chance não termine exatamente como antes?

Para responder à questão, a CARAS Brasil conversou com a sexóloga Bárbara Bastos. Sem avaliar a dinâmica particular de Karoline e Léo, a especialista explica que uma reconciliação pode, sim, dar origem a uma relação mais forte, mas o sentimento, sozinho, não é suficiente para sustentar o recomeço.

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Voltar por saudade não basta

Segundo Bárbara, o primeiro passo é entender o motivo que levou ao rompimento. “Quando existe uma decisão de recomeçar, é fundamental que o casal não volte apenas por saudade ou pelo sentimento. É preciso conversar sobre o que levou ao término”.

A sexóloga alerta que, se os dois não identificarem os conflitos, comportamentos e expectativas que desgastaram a relação, existe uma tendência de repetir os mesmos padrões. O diálogo, portanto, precisa produzir acordos concretos e mudanças perceptíveis. Para ela, uma conversa saudável deve aproximar o casal. Quando termina em acusações, brigas ou afastamento, não está cumprindo essa função.

Bárbara também aponta a falta de autorresponsabilidade como um dos erros mais frequentes entre pessoas que decidem reatar. Em vez de concentrar toda a culpa no parceiro, cada um precisa reconhecer as próprias atitudes e compreender o que está sob seu controle. “Quando os dois permanecem apenas apontando o dedo um para o outro, a tendência é que cada um entre em uma posição de defesa”.

Reconciliação de Karoline Lima e Léo Pereira – Foto: Reprodução/Instagram/@leopereira4

Confiança e intimidade voltam ao mesmo tempo?

Não existe uma ordem universal para reconstruir um relacionamento. Na visão da especialista, comunicação e confiança caminham juntas: enquanto o diálogo deve estar presente durante todo o processo, a confiança retorna gradualmente, a partir de atitudes consistentes.

A intimidade também depende dessa sensação de segurança. Após uma crise, é natural que uma das pessoas precise de mais tempo para se sentir confortável. Por isso, pressionar o parceiro ou tratar a reconciliação como se o passado nunca tivesse existido pode aumentar o distanciamento. O objetivo não é reviver os erros constantemente, mas compreendê-los, aprender com eles e construir uma dinâmica diferente.

Aliança não sustenta relacionamento sozinha

O noivado pode representar um marco emocional importante para alguns casais, como aconteceu com Karoline e Léo após a reconciliação. Bárbara, porém, ressalta que gestos simbólicos não substituem o cotidiano. “Eles simbolizam uma nova fase, mas, sozinhos, não sustentam uma relação. O verdadeiro compromisso é construído no cotidiano”, declara.

Reconciliação de Karoline Lima e Léo Pereira – Foto: Reprodução/Instagram/@leopereira4

Esse compromisso aparece no respeito, na confiança e na constância das pequenas escolhas, especialmente quando não há uma plateia acompanhando. Para casais muito expostos, a pressão pode ser ainda maior. Comentários, críticas e conselhos de desconhecidos podem interferir emocionalmente, mesmo quando os envolvidos dizem não se importar.

A recomendação da sexóloga é buscar equilíbrio entre o que será compartilhado e o que permanecerá privado. “Preservar alguns momentos não significa esconder a felicidade, mas proteger aquilo que tem valor para a relação”, finaliza.

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