A atriz Flávia Alessandra publicou um vídeo no Instagram para responder ao relato de uma seguidora. A fã contou que desenvolveu dores no ombro e limitação dos movimentos durante a menopausa. A artista afirmou que enfrentou uma experiência semelhante no passado.

Próximo de completar 50 anos, ela começou a sentir dores intensas no ombro. Inicialmente, pensou que o incômodo era consequência do peso do costeiro que utilizou ao desfilar no Carnaval como musa da escola de samba Salgueiro. A limitação: a dor evoluiu a ponto de ela não conseguir levantar o braço, gerando uma limitação real nas atividades diárias.

O diagnóstico: Ao investigar clinicamente, recebeu o diagnóstico de ombro congelado. Ela revelou que demorou a associar o problema à menopausa por falta de informação generalizada sobre o tema.

Apesar de ser pouco comentada, essa queixa ocorre com frequência nessa fase da vida. Mulheres podem apresentar uma paralisia na articulação, situação conhecida como síndrome do ombro congelado (Frozen Shoulder, em inglês).

O termo técnico para condição é capsulite adesiva do ombro e causa rigidez articular e dificuldade de movimentar a região”, explica o ginecologista Dr. Igor Padovesi. Ele atua como especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS) e idealizou o ‘Expert em Menopausa’.

Sintomas e causas da capsulite adesiva no ombro

O especialista esclarece que a queda dos hormônios, particularmente o estrogênio, provoca a condição no organismo. Por isso, a complicação afeta mais as mulheres durante a transição para a menopausa ou na pós-menopausa.

Mas, claro, nem todas as mulheres que estão passando pela menopausa vão enfrentar o problema, pois os sintomas dessa fase podem ser diferentes para cada pessoa”, pontua o médico.

Além disso, a identificação da condição exige atenção profissional qualificada. “Muitas vezes é difícil fazer o diagnóstico diferencial da capsulite adesiva com as bursites e tendinites do ombro. Por isso, é fundamental buscar um médico especializado”, aconselha.

Tratamentos disponíveis e reposição hormonal

Após diagnosticar o problema, os profissionais iniciam o tratamento com o uso de medicamentos anti-inflamatórios, repouso da articulação e fisioterapia.

No entanto, o Dr. Igor Padovesi ressalta que a reposição hormonal resolve a capsulite de forma completa, sem exigir outros remédios ou intervenções.

A terapia hormonal consiste na reposição dos hormônios que passam a faltar no corpo da mulher depois da menopausa. Dessa forma, atua diretamente na principal causa do problema: a falta do estrogênio”, afirma o especialista.

Importância do acompanhamento médico especializado

O ginecologista recomenda a terapia hormonal para quase todas as mulheres na menopausa, pois o método apresenta raras contraindicações.

É cientificamente comprovado que, quando realizada corretamente, a terapia hormonal, além de ser muito segura, melhora uma grande diversidade de sintomas da menopausa. E quanto antes a terapia hormonal for administrada, maiores serão seus benefícios. Por isso, é importante que as mulheres na menopausa busquem um médico especialista para receberem o tratamento adequado de acordo com suas características e necessidades”, finaliza o Dr. Igor Padovesi.

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