Flávia Alessandra, 52, usou as redes sociais para compartilhar com os fãs um desabafo sobre sua experiência com a menopausa. A atriz explicou como tem lidado com as transformações provocadas por essa etapa e revelou que algumas das mudanças chegaram a fazê-la acreditar que estava “ficando doida”. O relato também reforçou que os efeitos da menopausa podem ir além das ondas de calor.
Em uma publicação recente no Instagram, a artista ainda comentou sobre os cuidados com a saúde íntima, mencionando o uso de hidratante vaginal. Flávia também ressaltou a necessidade de adotar medidas que favoreçam a qualidade de vida e o bem-estar durante esse período.
A situação descrita pela atriz pode acontecer com outras mulheres. O climatério, período que engloba a transição para a menopausa, pode ter início anos antes da última menstruação e provocar diferentes manifestações no corpo. Mudanças no ciclo menstrual, ondas de calor, transpiração durante a noite, alterações no sono e no humor, ressecamento vaginal, sintomas urinários, cansaço, dores nas articulações e dificuldades relacionadas à memória estão entre os possíveis sinais.
Por que a mulher pode se sentir diferente nessa fase?
De acordo com a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, as variações hormonais presentes durante a transição menopausa podem interferir em diversas funções do organismo. Isso ajuda a compreender por que alguns sintomas podem surgir ao mesmo tempo e parecer não ter relação entre si.
Mais lidas
“Durante a transição menopausa, a mulher pode perceber alterações no sono, no humor, na concentração e até na memória. Isso acontece em um período de intensa oscilação hormonal e pode ser bastante impactante no dia a dia. Não significa que a mulher esteja ‘ficando doida’, mas que seu organismo está passando por uma mudança importante e que os sintomas precisam ser reconhecidos e avaliados”, explica a ginecologista.
As mudanças emocionais e os problemas relacionados ao sono podem estar conectados durante essa fase. A queda do estrogênio pode favorecer sintomas vasomotores e interferir no descanso, enquanto a falta de sono adequada também pode provocar irritabilidade, dificuldade para manter a concentração e oscilações no humor.
Ainda assim, a especialista ressalta que nem toda mudança emocional deve ser automaticamente relacionada à menopausa.
“É importante olhar para a mulher como um todo. Ansiedade, tristeza persistente, alterações importantes de humor ou dificuldades cognitivas não devem ser simplesmente colocadas na conta dos hormônios. É necessário avaliar a intensidade, a duração dos sintomas, a qualidade do sono, o histórico da paciente e outras possíveis causas”, afirma Dra. Ana Paula.
LEIA TAMBÉM: Flávia Alessandra viveu limitação no braço durante a menopausa; entenda
Sintomas íntimos também fazem parte da menopausa
Entre os assuntos mencionados por Flávia Alessandra está também o cuidado com a região íntima. A diminuição do estrogênio pode causar ressecamento vaginal, condição capaz de provocar ardência, desconforto, dor durante as relações sexuais e até sintomas urinários.
“Essa é uma queixa muito comum, mas ainda existe muito constrangimento para falar sobre ela. A região íntima também sofre os efeitos da queda hormonal e merece atenção. Existem diferentes estratégias para aliviar os sintomas, e a escolha depende das características e das necessidades de cada mulher”, explica a ginecologista.
O Ministério da Saúde também aponta o ressecamento vaginal e outros desconfortos genitais e urinários como possíveis manifestações da transição menopausa.
Menopausa não se resume às ondas de calor
Apesar de os fogachos serem frequentemente associados à menopausa, essa etapa pode provocar impactos em diferentes áreas da saúde feminina. As alterações no sono estão entre as manifestações comuns e podem se intensificar quando a mulher apresenta episódios de calor durante a noite.
“É importante quebrar a ideia de que menopausa se resume a calor e ausência de menstruação. A mulher pode apresentar uma série de manifestações que interferem na qualidade de vida. Quanto mais cedo ela entende o que está acontecendo, mais cedo pode procurar acompanhamento e discutir as opções disponíveis para o seu caso”, orienta Dra. Ana Paula.
A menopausa é caracterizada pela ausência de menstruação durante 12 meses consecutivos. Antes disso, a mulher passa pela transição menopausa, período em que as oscilações hormonais podem provocar alterações no ciclo menstrual e o surgimento de diferentes sintomas.
Para a ginecologista, ampliar a conversa sobre o assunto é uma forma de ajudar as mulheres a compreenderem melhor as transformações dessa etapa e procurarem assistência quando necessário.
“Informação é uma ferramenta importante. A menopausa é uma fase natural da vida, mas isso não significa que a mulher precise simplesmente aceitar sintomas que estejam prejudicando sua qualidade de vida. O acompanhamento ginecológico permite identificar o que está acontecendo e individualizar os cuidados”, conclui.
+Siga os canais da CARAS Brasil no Instagram e no Whatsapp para receber as principais notícias dos famosos em tempo real: Clique aqui para seguir no Instagram e Confira aqui o canal no Whatsapp!