Especialista revela segredo da recuperação do filho de Yudi Tamashiro: ‘Continua sendo prioridade’
Para CARAS Brasil, especialista explica recuperação do filho de Yudi Tamashiro após diagnóstico e como tratamento continua sendo essencial

O cantor e apresentador Yudi Tamashiro compartilhou recentemente um momento delicado da vida de seu filho recém-nascido: o menino precisou passar por banho de luz logo após o nascimento, devido à icterícia neonatal. Embora essa situação possa assustar muitos pais, é importante destacar que a condição tem tratamento seguro e eficaz. No entanto, uma dúvida frequente surge: como fica a amamentação durante esse processo?
O pequeno completou quatro meses nesta quinta-feira, 18, e os papais comemoraram a data de forma intimista. Para esclarecer todas as questões, a CARAS Brasil conversou com Alessandra Paula, especialista em bebês, aleitamento e recuperação pós-parto.
O que é icterícia neonatal?
De acordo com Alessandra Paula, “a icterícia aparece quando o bebê apresenta pele e olhos amarelados pela elevação da bilirrubina no sangue. Em recém-nascidos, isso acontece porque o fígado ainda é imaturo para metabolizar e eliminar a bilirrubina com eficiência”.
Ela complementa: “Na maioria dos casos, é uma condição benigna e transitória, mas precisa de acompanhamento médico para descartar situações mais graves”. Portanto, é fundamental observar sinais e seguir as orientações médicas para garantir a saúde do bebê.
Como funciona o banho de luz?
Sobre o tratamento, Alessandra explica que “o chamado banho de luz (fototerapia) consiste em deixar o bebê exposto à luz especial, que ajuda a quebrar a bilirrubina e facilita sua eliminação pelo organismo. O bebê fica de fralda, com olhos protegidos, geralmente dentro da incubadora ou berço aquecido”.
Ela reforça que, além disso, esse método é rápido, eficiente e não invasivo, tornando-se a escolha padrão em muitos hospitais.
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Amamentação durante a fototerapia
A especialista enfatiza: “A boa notícia é que a amamentação continua sendo prioridade durante a fototerapia”.
Ela acrescenta: “O leite materno é fundamental nesse momento, porque ajuda a hidratar, nutre e favorece a eliminação da bilirrubina pelas fezes e urina”. Dessa forma, o vínculo entre mãe e bebê se mantém, mesmo durante o tratamento.
Sempre que possível, a mãe deve retirar o bebê para as mamadas no seio, respeitando a frequência habitual. Alessandra explica: “Alguns hospitais permitem que a mãe permaneça próxima, facilitando ainda mais”. Assim, a amamentação não sofre interrupções significativas.
Além disso, “quando não é possível amamentar diretamente do seio, o leite materno pode ser ordenhado e oferecido no copinho ou seringa, garantindo que o bebê continue recebendo o alimento ideal”. Portanto, mesmo em situações de fototerapia, a alimentação adequada não é comprometida.
Impacto emocional nos pais
Alessandra destaca: “Para os pais, o impacto emocional pode ser grande. Ver o bebê sob as luzes, com os olhinhos cobertos, pode gerar angústia. Por isso, é essencial que a família receba explicações claras da equipe de saúde e que a mãe seja incentivada e apoiada na manutenção da amamentação”.
Ela ainda garante: “Com acompanhamento correto, a icterícia costuma regredir em poucos dias, permitindo alta com segurança e continuidade da amamentação exclusiva no peito”.
Alessandra conclui: “A experiência vivida por Yudi é um exemplo de como situações comuns do início da vida podem ser superadas com o tratamento adequado e com a manutenção do vínculo entre mãe e bebê”. E reforça: “O banho de luz trata a icterícia, mas é o leite materno que completa o processo, oferecendo nutrição, imunidade e acolhimento nessa fase delicada”.
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