O meio artístico está de luto pela perda de Clodd Dias, cuja morte foi confirmada na última quinta-feira (6) pelo diretor artístico Ruy Cortez e pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP).

Clodd tinha 49 anos e não teve a causa de seu falecimento divulgada. Ela era conhecida por seus papéis em séries como As Five (2020-2024) e Manhãs de Setembro (2021) — onde interpretou Roberta, melhor amiga da protagonista Cassandra (Liniker).

Nascida em Itapetininga (SP), Clodd tornou-se atriz profissional em 2001, quando se formou no Centro de Artes Célia Helena, na cidade de São Paulo. Negra e mulher trans, ela lutou durante toda a carreira pela representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas.

Sua trajetória artística foi iniciada aos 14 anos, quando passou a atuar em peças teatrais como Entrega para Jezebel, Mãe de Santo, A Mulher que Digita, Esperando Godot e Negrinha. A montagem de O Céu Fora Daquela Janela (2026), no Sesc Vila Mariana, foi um de seus últimos trabalhos nos palcos.

 

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Além de As FiveManhãs de Setembro, Clodd tinha em seu currículo as séries Ayô (2025) e Notícias Populares (2022) e os filmes Rodeio Rock (2023), O Clube das Mulheres de Negócios (2022) e Dois Mais Dois (2021). Ela também era, ademais de atriz, cantora, poetisa e dubladora.

Clodd construiu uma trajetória expressiva, memorável e sólida em São Paulo e todo país. Sua genialidade foi reconhecida com o Prêmio Arcanjo de Cultura, dentre outras homenagens. Estendemos nossa total solidariedade aos familiares, amigos e toda a classe artística“, afirmou o Sated-SP, em nota de pesar pelo falecimento da artista.

Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa“, lamentou Ruy Cortez, ao anunciar o falecimento dela. “Mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país, que não valoriza seus artistas — pior: os maltrata com absoluto desinteresse. Clodd sempre lutou por condições de dignidade para si. Triste quando constatamos que mais uma vez falhamos.

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